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Sobre a carência das pessoas...

Posted by Flor de Lotus on 02:40
Por que em um evento ou seminário as pessoas pegam o microfone na hora das perguntas para dissertar, colocar suas opiniões ou se promover mais do que para perguntar? Perdemos a capacidade de fazer perguntas? Estamos na república do eu? Ou estamos tão carentes que precisamos agarrar toda e qualquer oportunidade de ter voz?

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A nuvem

Posted by Flor de Lotus on 11:12
Ultimamente parece que todos falam na nuvem. Ou cloud, para parecer mais chique. Sempre rio quando vejo o anúncio do filme "Sex Tape: perdido na nuvem", onde um personagem fala que ninguém sabe o que a nuvem é e, uma vez lá, nunca mais sai de lá. Identificação total... Imaginava a nuvem quase como uma entidade... Ou então algo esotérico, tipo uma seita secreta com um guarda medieval na porta a perguntar a senha - que eu desconheço. Isso faz com que eu fique do lado de fora, num misto de curiosidade e medo... As perguntas de quem parece entender do que se trata são, muitas vezes, relacionadas a segurança. Mas o que é segurança hoje em dia? E privacidade, num mundo onde os dados já nascem digitais e expostos em redes sociais? Onde uma coisa, para ter acontecido, tem que ser publicada na rede? E numa rede onde todos são perfeitos e felizes (só que não...). Qual é a ética da nuvem? Enquanto busco umas respostas meteorológicas sobre nuvens, vou tentando, timidamente, entrar nela por alguma janela esquecida entreaberta para sentir o clima... Visto que meus mitos sobre privacidade vem se esfarelando, por que não? E então fica mais curiosidade que medo... E eu sempre vivi parcialmente nas nuvens mesmo, sonhadora que sou...

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Retornando depois de um longo e tenebroso inverno....

Posted by Flor de Lotus on 09:56
Depois de muito tempo e de uma grande surra para conseguir reativar esse blog, cá estou de volta... Por sinal, a luta para acessar foi uma grande esquizofrenia! Perdi meus acessos quando google se uniu a globo e meu e-mail sumiu... Mas já estou aqui e, em breve, novas loucuras para todos! Se tiver uma esquizofrenia que queria me contar, mande mensagem! Até!

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Vôo Vintage

Posted by Flor de Lotus on 13:28

Não sei por que algumas coisas boas saem do mercado. Ás vezes penso que é tudo um golpe de marketing para criar em nós – consumidores – a falta de determinado produto e depois relançá-lo com força total e alto preço. Ou pode ser apenas falta de visão do poder do produto, depois corrigida com a volta de um clássico.
Toda essa reflexão porque, voltando de SP, tive o prazer de embarcar no vôo Vintage da TAM. Você deve estar dizendo: hein??? Eu também pensei isso... Confesso que antes de embarcar dei uma olhadinha no avião e percebi que a pintura era diferente e ainda pensei: ai meudeus, avião velho, tomara que não caia... Depois me deparei com o interior diferente e com as roupas das comissárias num estilo diferente. Só entendi quando elas anunciaram que era o tal de vôo vintage... Percebi que minha sensação de que a pintura era velha e o uniforme deslocado do tempo estava correta, porém era proposital... Clima criado, passei a prestar atenção a todos os detalhes. O filme com as instruções de segurança foi sensacional! Parecia ter sido filmado nos anos 70! E a comida também era vintage: na aparência e na quantidade (ou seja, era o suficiente... tinha dois mini sanduiches, pudim de leite com passas e amendoim; um verdadeiro banquete...). A minha única decepção foi que, quando a comissária anunciou que o serviço de bordo era vintage, eu imaginei uma caixinha com mirabel, crush e bala boneco. Tudo bem, não deu... mesmo assim curti horrores!!!! Ou: o vôo foi uma brasa, mora? Viva a onda vintage...

PS: Vale ver o filme das instruções de segurnaça...

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Salve, Becker

Posted by Flor de Lotus on 13:13

Além de toda a esquizofrenia diária, ou até mesmo por causa disso, resolvi fazer outra pós. Sinto muita falta do ambiente de sala de aula e... lá fui eu. O primeiro módulo do curso foi Gestão da Qualidade. Que me perdoe quem trabalha com isso, mas pensei: que saco... Apesar da minha má vontade com a disciplina, o professor me surpreendeu. Luiz Carlos Becker é demais! Para celebrar esse meu re-encontro com a qualidade, listo algumas das pérolas do Becker, que faz até qualidade parecer interessante... Obrigada, professor!

Pérolas do Becker:

"Feedback é pecepção com amor"

"Se você não vem educando (a sua equipe), você está Jack Bauer: tem 24 horas para resolver"

"Linguiça com defeito não volta a suíno"

"O conceito Zero Defeito é a busca pela batida perfeita"

"Delegar não é dar as costas"

"A pior coisa é burro motivado"

"valores dependem da mão que balançou o berço"

"Cliente é o rei. Cliente é Deus. Mas cliente não pode ser Deus, porque Deus perdoa..."

"Qualidade não é hardware nem software. Qualidade é humanware"

"Empresa Titanic: enquantos uns dançam, os outros afundam."

"Uma empresa excelente não tem Maquiavel andando pelos corredores"

Salve, Becker!

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Pressão por qualificação no mercado de trabalho

Posted by Flor de Lotus on 06:47

Estava lendo O Globo hoje sobre o terrível acidente na Praça Tiradentes quando uma nota me fez dar gargalhadas. Por favor, não me julguem, deixem-me explicar: um quadrinho contava que no prédio da explosão ficava, há mais de 20 anos, a Escola de Papai Noel do Brasil. Hein??? A tal escola é a responsável pela formação de Papais Noeis e Noeletes. Fiquei pensando: gente o mercado anda tão agressivo que até pra ser papai Noel de shopping tem que ter curso de formação.
Depois de rir um bocado, fiquei me perguntado o que eles ensinam nessa escola. Que tem que ter paciência, sorrir, ouvir? Que não pode beliscar as criancinhas nem ter tendências à pedofilia? Então fiz um exercício e descrevi a competência básica de um Papai Noel:


De fato, ser Papai Noel não é mole. Será que eles têm cursos para gnomos (ou auxiliares de papai Noel) também???

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Uma mensagem forte

Posted by Flor de Lotus on 06:53

Sou uma pessoa sonhadora e otimista. Busco agir corretamente e respeitar os outros. Tenho meu s defeitos, como todos, e cometo meus deslizes, mas em essência, ajo dentro do que é certo. Esses dias vi Tropa de Elite 2 e fiquei triste. Claro que não vivo no mundo de Alice e sei o que acontece, mas o filme mexeu muito comigo. Senti uma tristeza tremenda e fiquei me perguntando se deveria mesmo manter as esperanças numa sociedade justa.
Impossível ver esse filme agora e não fazer nenhuma conexão com a morte da Juíza Patricia Acioli e a recente exoneração do tenente-coronel Claudio de Oliveira. Uma vergonha total, que não é alheia, é nossa mesmo, de todos os cariocas.
Ouvi dizer que a exoneração (a pedido do próprio) do Comandante da PM que colocou o suposto mandante do crime no cargo foi feita pelo fato de ele se sentir responsável por isso e assumir, numa atitude muito nobre, seu erro. Fiquei na dúvida se foi por isso mesmo, mas quis acreditar que alguém ainda tem consciência nessa vida e assume suas responsabilidades.
Hoje fui ler o Jornal de manhã e me deparei com a notícia do novo Comandante Geral da PM, o Coronel Erir Ribeiro da Costa. Fiquei surpresa. Erir é um homem simples e correto, segundo a matéria, e chegou a denunciar o deputado Chiquinho da Mangueira anos atrás. Em conseqüência, perdeu seu cargo de Comandante do 4º BPM. Ganhou um prêmio pela sua coragem, mas foi para a geladeira.
A mensagem de hoje é forte: diz que agora é pra valer. Teremos no comando um homem que é sério e rígido em seus princípios. Um homem que vai fazer uma limpeza geral na PM. Que afastou até agora 13 comandos da PM. Renovei minhas esperanças. Desejo que a mensagem se torne uma realidade. Que o nosso novo Comandante consiga realizar seu intento. Que tenha proteção e força para levar adiante sua missão. Os cariocas precisam de você, Comandante Erir. Faça sua parte, porque hoje o Rio acordou ouvindo dizer que agora tudo vai melhorar...

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Chapolim Colorado

Posted by Flor de Lotus on 05:37

Depois de 7 meses na ponte aérea, tentando (em vão) superar o medo de avião, tirei férias. Fui visitar Maceió e fiquei 3 dias em um hotel de selva na Floresta Amazônica. Voltei lépida e fagueira pra casa e fui retomando o trabalho na mesma cidade que pago IPTU. Já estava me acostumando, melhorando a alimentação, retomando os exercícios, programando uma pós, quando veio a novidade: volta pra ponte aérea... num primeiro momento fiquei ressentida, chateada, triste.
Durou um final de semana minha mini depressão. Na segunda, tive que encarar os fatos e rumar pra SP. E para trabalhar, tive que disfarçar meu humor. Logo que cheguei fui recebida pelo pessoal do hotel (fico sempre no mesmo) como alguém que volta pra casa. Na seqüência, a equipe com quem eu trabalhava organizou um happy hour de boas vindas. E aí fui amansando e aceitando que tem um grande lado bom (amigos para compensar a distância de casa e milhas para planejar as próximas férias).
Já estava me conformando mesmo, quando descobri minha triste situação: duas pessoas na equipe, uma de férias, retornando em uma semana, e a outra saindo de férias em uma semana. Ok, quando uma saísse a outra chegava e eu teria tempo de entender o que estava acontecendo no projeto, que já tinha sido iniciado três meses atrás, interrompido por um mês, e agora retomado. O antigo gestor do projeto no exterior, praticamente incomunicável. Um pouco tensa, pensei: tudo vai dar certo.
Passei uma semana entendendo o projeto com uma consultora. No dia que ela entrou de férias tinha uma idéia do que estava assumindo. No dia seguinte a outra consultora voltava de férias e tudo seguia em frente. Aí veio a seguinte situação: a consultora que deveria voltar de férias e tocar o projeto comigo pediu demissão. E eu surtei... Queria gritar: e agora, quem poderá me salvar e ser surpreendida pelo Chapolim Colorado, mas ele não veio. Passei uns dias correndo atrás de equipe e estudando os documentos do projeto para aprender e treinar quem viesse. Por sorte (alguma coisa tem que conspirar a favor, afinal o cliente não tem nada a ver com isso), consegui duas pessoas de inteira confiança e responsabilidade e mais uma semana de lambuja da consultora demissionária (que é uma fofa, que eu adoro e torço para ser muito feliz no seu novo desafio, porque ela merece) para organizar as idéias. Agora é seguir em frente, cheia de emoções, e concluir o trabalho. Seja o que Deus quiser!
Moral da história: se eu achava que a ponte aérea era o problema, eu não sabia de nada...
Moral da história 2: Tudo tem sempre seu lado bom, e nesse caso, ouvir da consultora que pediu demissão que eu era o exemplo dela na empresa, não tem preço! Alguma coisa certa eu devo fazer de vez em quando... Obrigada, Lindinha! Você fez meu dia feliz!

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A azeitona e a empada

Posted by Flor de Lotus on 12:42

Essa semana li um artigo na Folha de São Paulo em que o colunista dizia que o Brasil se preocupa mais com a azeitona do que com a empada. Fiquei com isso na cabeça... Eu sempre fui mais empada do que azeitona. Para mim a empada tem que ser crocante por fora, com recheio cremoso, não pode quebrar quando tirar da forma e tem que ser servida quentinha. Se tiver azeitona, ok, mas se for com caroço, estraga toda a experiência. Para mim, porém, a essência é a empada. Quando compro uma empada, não estou buscando uma azeitona e sim uma empada!
Muitas vezes quando apresento um trabalho a um superior ele fica mais preocupado com a azeitona. A capa devia ser de outra cor. Essa letra não está boa... A cor desse gráfico não está combinando com o relatório. Comentários válidos, eu consigo lidar com a frustração e mudar as cores, as letras... Mas e o conteúdo? Na empada em si, nem reparam.
Na ânsia de superar as expectativas dos clientes, por vezes perdemos de vista o essencial: a empada que o cliente contratou. Será que entregar a empada gostosa, quentinha, bem temperada, não é o que ele espera? Será que é mesmo a azeitona que o cliente está buscando? Ou, melhor dizendo, sabemos como é essa tal azeitona que o cliente supostamente quer? O que é ir além para o nosso cliente?
Ok, não sou inocente a ponto de achar que me limitar ao que foi contratado resolve a questão, mas acho que essa preocupação excessiva em superar faz com que percamos o foco. A superação deve ocorrer naturalmente, sem perder de vista o essencial: o que foi contratado! A partir daí, e conhecendo bem o nosso cliente, podemos usar a expressão preferida do mundo corporativo: agregar valor. Mas só depois de cumprir o essencial (ou ao longo de).
Viva as empadinhas de queijo, quentinhas e sem azeitona...
PS: adoro azeitonas, não é nada pessoal....

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Livre Falar

Posted by Flor de Lotus on 06:31

Com longas esquizofrenias e tempo curto, não tenho escrito aqui. Hoje, porém, me vi obrigada a arranjar um tempo para dedicar a esse blog depois da noticia do novo livro de português que prega uma vida melhor ao aceitar a total ausência de regras gramaticais.

Podem me chamar de antiquada, mas pelo amor de Deus, o que é isso! Dizer os livro agora é aceitável? Coitadinhos dos alunos, que têm aprovação automática e agora não devem sequer ser corrigidos, pois isso pode ser constrangedor. Tenham dó! É mais constrangedor ser corrigido na escola ou não passar em concurso público ou vestibular por não saber falar corretamente?

Essa história de que pode ser preconceito corrigir denota o mesmo comportamento que muitos pais vêm tendo com seus filhos ao não estabelecer limites para nada, criando uma geração que não respeita seus pais, superiores, regras e leis. Depois de tentar matar o respeito à hierarquia e tentar assassinar o código civil, agora estão tentando matar o código gramatical.

E se você fala corretamente, nesse mundo moderno, você é visto como um ser de outro planeta. Eu mesma recebo uns olhares enviesados às vezes por usar certas palavras e certas construções gramaticais que não são usuais, do tipo “eu a vi hoje”. E vamos combinar: dizer eu a vi nem é algo rebuscado ou sofisticado.

O que vamos conseguir com essa onda de livre falar é que quem usa as regras gramaticais vai ser vítima de preconceito, invertendo a ótica da linguagem. Aliás, como bem disse o professor Sergio Nogueira, no Bom Dia Brasil de hoje, o livro em si é mais preconceituoso do que a idéia de que corrigir é preconceito, pois parte do princípio de que as crianças não têm condições de se expressar dentro das regras do português. É mais ou menos a mesma lógica das cotas para negros, que eu julgo hiper preconceituosas, pois é como se os negros não tivessem capacidade intelectual para entrar em uma universidade se não tivessem vagas reservadas para eles.

Só me resta como consolo aderir a uma nova moda. Quando me acusarem de utilizar o português correto, posso alegar que estou sofrendo bulliyng no trabalho.

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Ajuda do acaso para conquistar o cliente

Posted by Flor de Lotus on 11:57
Há duas semanas iniciei um novo projeto e o começo é sempre repleto de desconfianças, silêncios e seriedade. Com o tempo, o cliente percebe que não somos seres odiosos e começam a confiar em nós e nos tratar de forma mais próxima.
Hoje o acaso acelerou o processo para mim. Estavamos em uma reunião de diagnóstico da situação atual de um processo e a pessoa que mais conhece o processo estava fechada e agressiva. Quando concluímos a reunião, propus descer junto com ela para filar um café na cafeteira do andar em que ela fica. Saí na frente e, gentil, segurei a porta para ela passar. Ela não viu a rampa, torceu o pé e desabou. Imaginem a seguinte cena: ela tem cerca de 1,70 metro e 70 quilos. Eu tenho 1,50 metro e 50 quilos. Percebi que ela tinha bambeado e, sabe-se lá como, instintivamente a segurei pelas axilas e impedi que ela caisse no chão. Como que eu segurei aquela mulher enorme, não sei (ahco que a musculação está fazendo efeito), mas não deixei que ela se esborrachasse no chão e fiquei firme segurando ela ao longo de toda sua crise de riso e vergonha em que ela não se movia. Nem precisa dizer que dali emdiante ela virou minha amiga de infância, né? Inusitado, mas serviu para diminuir a desocnfiança...

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Minhas janelas

Posted by Flor de Lotus on 05:54
Vida corrida, muitas viagens, projetos simultâneos, pouco tempo para escrever.
Como a saudade do blog apertou, posto aqui a vista que tenho das janelas dos meus projetos... aproveitem a vista...




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Algumas frases de 2010

Posted by Flor de Lotus on 09:20

Algumas frases que ouvi em clientes ao longo do ano...

Na área de compras admite-se tudo, menos ingenuidade...

Aprendam ao máximo a acertar para poderem errar conscientemente.

O cliente contrata um parceiro e, ao mesmo tempo, um seguro.

E a campeã: Antes um final horroroso do que um horror sem fim.

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RH estratégico?

Posted by Flor de Lotus on 02:51

Estive recentemente em um treinamento que tratava do posicionamento do RH frente aos seus novos desafios. Há tempos vem se falando que o RH deveria ser mais estratégico, mas até hoje não conheci nenhum que realmente o fosse. Os principais problemas do RH são o fato de ter ferramentas não integradas, baixa credibilidade dentro de casa e total ausência de foco em resultados. Como se gerir gente não fosse um negócio, o Rh se perde na crença de que cuidar de gente não combina com resultado, com negócio. Em geral temos extremos: um RH que só olha resultados e não consegue ter uma atuação humana ou uma atuação super humana sem alinhamento aos resultados do negócio. Satisfação e produtividade deveriam estar de mãos dadas, mas como fazê-lo ainda é difícil de saber. Especialmente com o choque das gerações, que traz um novo desafio para o RH. Como cuidar das gerações X e Y, sendo que os ritmos, anseios e velocidades são bem diferentes, e ainda acomodar a geração anterior trabalhando por mais tempo (às vezes retornando ao mercado após a aposentadoria, já que a expectativa de vida aumentou consideravelmente).

Não é fácil ser RH. Menos ainda se aceitarmos o desafio de nos reposicionarmos de forma a tornar o RH reconhecido internamente como um provedor de benefícios. Para isso é preciso estar de fato alinhado à estratégia do negócio para definir os direcionadores de RH e e ter um modelo organizacional bem estruturado. Além disso, os processos de RH devem ser descritos, o suporte tecnológico deve ser integrado e adequado, as políticas devem ser descritas e comunicadas e os indicadores de performance devem ser levados a sério.

Digo isso porque o RH é um provedor contumaz de dados, mas em geral tem dificuldade de analisá-los. Um exemplo simples foi o que ocorreu na crise. No momento do desespero, várias empresas cortaram os treinamentos dos empregados, festas de final de ano, benefícios em geral que eram vistos como supérfulos. O RH, sem poder de fogo, acatou. Agora se vê lidando com o reflexo dessa decisão: turnover, despreparo, desmotivação, clima ruim. Se, ao invés de informarmos as horas de treinamento / ano, pudéssemos mostrar o retorno do investimento em treinamento, a situação não seria diferente? Ou ainda: se conseguíssemos demonstrar o custo da perda de um profissional, os executivos não se preocupariam mais com ações que podem parecer bobas, mas que mantêm um bom clima e motivação?

No tal treinamento que mencionei no começo do post, foi solicitado que pensássemos nas novas competências necessárias ao profissional do RH estratégico. Compartilho com vocês as competências que construi a partir das palavras chave que meu grupo listou (inovação, estratégia, flexibilidade, negociação, inovação, atualização, agilidade, organização):

Capacidade de atuar como articulador entre a alta direção e as unidades de negócio, traduzindo necessidades e diretrizes em benefícios e resultados.

Capacidade de atuar sob pressão, entendendo as necessidades dos outros, sendo flexível, porém mantendo o foco.

Capacidade de analisar criticamente as demandas e propor soluções inovadoras e alinhadas à estratégia da organização.

Capacidade de gerenciar a mudança mantendo um bom clima organizacional e comunicando de forma eficaz e tempestiva.


Agora é começar a plantar essa semente e trabalhar duro para chegar lá. Claro que uma mudança cultural grande assim demora a se concretizar e precisa de patrocínio, mas é nosso dever começar a disseminar o vírus do RH estratégico... quem sabe um dia pega?

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Murphy é o cara

Posted by Flor de Lotus on 02:18

Um tempo atrás consegui tirar 10 dias de férias. No primeiro dia, fui resolver uns problemas de banco. No segundo fui a Petropolis. No terceiro, o chefe me ligou dizendo que uma gerente tinha pedido demissão e que eu assumiria o projeto dela. Fiquei toda animada, agarrei a oportunidade de imediato e interrompi as férias.
O projeto já tinha 1 ano e estava atrasado. Mesmo assim mantive a empolgação, pois era interessante. Aos poucos fui descobrindo que o projeto tinha alguns problemas financeiros, o que me preocupou, mas não desanimou. Segui em frente, fui tentando recuperar o tempo perdido. Estabeleci um novo cronograma, negociei com o cliente o compromisso com os prazos, tentei um aditivo, mas consegui, ao menos, que eles trabalhassem junto conosco para concluirmos tudo até a primeira semana de dezembro. Foram várias situações em que o jogo de cintura e uma certa dose de firmeza foram necessários.
Na última semana do projeto, com uma equipe formada por mim e uma consultora, estava ainda certa de que, em fim, concluiríamos o projeto. Aí entrou nosso amigo Murphy...
Eu coordenei minhas outras atividades (outro cliente, projetos internos, treinamentos) para poder fazer as últimas reuniões me revezando com a consultora. Ela, por sua vez, resolveu fazer exercícios na esteira para relaxar. E torceu o pé. Ficou imobilizada e afastada na última semana do projeto... Quase surtei! Ela não podia trabalhar imobilizada e eu não podia adiar nem a conclusão desse projeto, nem os outros compromissos. Mais negociação daqui e dali, consegui fazer todas as reuniões e o projeto será concluído no prazo – hoje. Mas será que a consultora não podia torcer o pé semana que vem???? Imprevistos acontecem, mas Murphy bem que podia tirar umas férias, né?
OBS: Sabe quando você está no ônibus ou no carro, atrasado, e quer saber que horas são? Já reparou que quando você vê um daqueles relógios de rua ele está marcando a temperatura? Pois é...

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trabalho em equipe

Posted by Flor de Lotus on 02:26

Muito se fala da importância do trabalho em equipe, mas quando os resultados aparecem ainda é difícil se ver um reconhecimento do grupo em detrimento do indivíduo. Os egos atrapalham essa divisão simples, e quem aparece mais é quem fez o trabalho visível, e não quem foi fundamental no caminho até o sucesso.
Hoje pela manhã, vendo o jornal, vi um lindo gesto de reconhecimento do time.
No jogo de ontem do Fluminense, o jogador Conca estava inspirado. Primeiro fez um lindo gol. Depois, recebeu um passe do Washington e completou a jogada com outro gol. Washington, mal na foto, com um gol contra na partida anterior, ficou na dele. Conca, justo, pediu à torcida que não o aplaudisse, e com gestos indicou que o responsável pelo gol era o Washington. Sem o passe dele, Conca não teria tido chance de marcar o gol. Foi lindo ver a torcida aplaudindo ambos, e o time parabenizando um Washington ainda sem graça.
Passamos por muitas situações dessas e às vezes esquecemos de quem faz os passes para nós. Mesmo no futebol, com tantas cifras altas, o atacante acaba virando o herói, mesmo sabendo que sozinho não faria quase nada...
Boa lição do futebol - boa lição de Conca - para nossas vidas...

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Liderança

Posted by Flor de Lotus on 08:14

Fiz um curso muito interessante sobre liderança uns meses atrás. Ele trazia o conceito de liderança servidora (conhecido pelo livro “O Monge e o Executivo”), apresentava o estilo de liderança de cada um (utilizando o teste SDI), falava sobre stress e sobre equilíbrio. Uma coisa curiosa que foi dita foi que não existe líder nato. Eu sempre acreditei que havia, mas o curso bateu no conceito de que liderança é construída (oba, tenho chances...).
O teste SDI merece um capítulo a parte. Ele classifica os estilos de liderança em três cores básicas e as misturas entre elas. O azul representa o líder mais humano, preocupado com as pessoas. O verde é o estilo que investe em planejamento acima de tudo e ao gosta quando as coisas saem do roteiro. O vermelho é o preocupado com resultados, mesmo que isso signifique ser mais agressivo para que as coisas aconteçam. Há ainda o branoc, que mistura as três cores, o verde-azul, o verde-vermelho, o azul-vermelho, que mesclam as características de duas cores. O teste mostra a sua cor em momentos calmos e a cor de momentos de estresse. Eu fiquei no azul-vermelho em momentos calmos e vermelha em estresse. Achei que tinha tudo a ver comigo e não achei vergonha nenhuma ser vermelha, afinal sempre fui voltada a resultados. O espanto foi que quase todos da turma achavam que os vermelhos eram os vilões, exceto eu e os outros dois vermelhos presentes...
Achei curioso esse pânico do vermelho. Nenhuma cor é ruim, nem totalmente boa. O segredo é perceber a cor do outro em um momento de conflito ou apenas de convívio e pegar emprestado um pouco de sua cor para que o relacionamento role de forma mais tranqüila. Conhecer nossa cor e forma de reagir frente a conflitos ajuda a perceber nossas posturas. Conhecer a cor do outro ajuda a buscar a melhor postura e ter êxito.
No final do curso, depois de várias atividades, vários azuis e verdes acabaram se mostrando mais vermelhos do que eu... embora ainda tenham ficado relutantes em assumir seu lado vermelho.
Ao final do curso tivemos que escrever uma carta para nós mesmos, a nos ser enviada alguns meses depois. Essa semana recebi a minha carta, que transcrevo abaixo:

Como ser um líder melhor?
O primeiro passo é refletir sempre. Reservar um momento para pensar é algo útil. Por vezes é difícil se perceber, mas conforme vamos digerindo as percepções, as coisas ficam mais claras.
O segundo passo (ou aprendizado) é partir para a ação sem ser impulsiva. Esse é um bom desafio para mim.
O terceiro é ler o outro e me adaptar ao seu estilo. Eu não preciso ser eu mesma o tempo todo, desde que não perca minha essência.
Por fim, praticar sempre e acreditar na minha capacidade. Errar não é o fim, mas é o que ensina a lapidar o líder que há em mim.
SP, agosto de 2010.

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Frase do dia

Posted by Flor de Lotus on 07:56
De um gerente, ao colocar um ponto final em um projeto que parecia não ter fim:

Antes um final horroroso que um horror sem fim...

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Método do meu namorado para solução de conflitos

Posted by Flor de Lotus on 04:31

Meu namorado tem uma técnica especial para lidar com situações de conflito. Quando percebe que há conflito ele ouve, não discute e, ao final, manda a frase que é o ponto máximo de sua técnica: “você está certo”.

Essa técnica é muito útil em ambientes esquizofrênicos. Veja alguns exemplos:

1 – Seu gerente pede sua opinião para solucionar determinado problema. Você tem uma idéia e conta para ele, que não concorda com a sua idéia. Mais tarde, em uma reunião com o chefe do chefe, seu gerente apresenta a sua idéia como sendo dele e pede sua opinião. O que você responde? Você está certo...

2 – Você está em uma negociação, tentando um desconto em uma loja. Você pede ao vendedor que cobre o preço de à vista em 3 x. Ele diz que não pode fazer isso de jeito nenhum. Você diz que não tem a grana toda agora e, sendo assim, não poderá fazer a compra. Então ele tem uma idéia. Que tal registrar o valor da compra à vista, sendo que você dá um sinal e parcela o restante em duas vezes? Uau, que brilhante idéia! Você está certo...

3 – Você está em um evento e começa a se destacar mais que a atração principal. Essa pessoa não suporta ficar fora dos holofotes e te chama pra briga. Argumenta que você foi imaturo tentando se colocar tanto e que sua postura não foi profissional, nem adequada ao evento, embora você tenha recebido elogios de todos os outros seres à sua volta. O que você responde? Ah, desculpe, você está certo.

E assim vai. Com a prática a gente vai aprendendo a engolir sapos com mais facilidade em prol da convivência menos agressiva, pois quando você manda o “você está certo”, em geral o outro lado se desarma e acalma. Claro que nem sempre cabe essa subserviência, mas eu ando praticando e resolvi alguns problemas assim. E com a vantagem de ser irônica sem o outro lado perceber... Eu só não gosto quando meu namorado aplica a técnica infalível dele comigo. Quando ele me diz a tal frase eu já sei que estou extrapolando os limites, fecho a cara e a boca, me acalmo e depois volto a conversar. Virou uma espécie de termômetro pra mim, mas me deixa com raiva e de vez em quando faz alguns objetos voarem na minha casa... mas sempre dá certo...

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Sobre os desvios de Rebecca

Posted by Flor de Lotus on 07:54

Minha amiga Rebecca

Li seu post sobre Desvios e decidi comentar.
Você fala dos pequenos desvios que as pessoas cometem no dia a dia achando que não fizeram nada de errado. Você citou as pessoas que falsificam a carteira de estudante para pagar meia entrada. A lógica por trás desse comportamento é a seguinte: com a obrigatoriedade do desconto, os estabelecimentos aumentaram seus preços para não saírem perdendo; com isso, os ingressos ficaram caros e proibitivos para quem não tem direito ao desconto; como não é justo não poder se divertir porque o preço aumentou por causa dos estudantes, então nada mais justo que também ter direito ao desconto, ainda que de um jeito torto.

O mesmo serve para quem compra dvd pirata. Entrada de cinema está muito cara, então fortalece-se o comércio paralelo e criminoso, o que encarece ainda mais as entradas, no conhecido efeito Tostines.
Se fosse só isso, tudo bem. Ma hoje, por exemplo, li a seguinte notícia n´O Globo:

Menor é morto dentro de ônibus em Nova Iguaçu
RIO - Um rapaz de 16 anos foi morto, na noite de sábado, dentro de um ônibus, quando o coletivo passava pelo bairro Jardim Paraíso, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo o G1, testemunhas contaram à polícia que o jovem tinha esbarrado numa mulher com um bebê dentro do ônibus. Um homem que a acompanhava fez uma ligação pelo celular e dois pontos de ônibus depois, um homem entrou e atirou quatro vezes contra o rapaz, identificado como Michael Jackson Ribeiro Martinez.


Ainda hoje ouvi uma história de uma festa em casa de amigos, onde uma convidada esqueceu uma aliança no banheiro e, quando se deu conta, ela não estava mais lá. Festa interrompida, o dono da casa disse que enquanto a aliança não aparecesse, ninguém saia. Apareceu, com o discurso disparatado de que achado não era roubado. Mas isso também vale para um ambiente privado, tipo casa de amigos?

Acho que os dois exemplos (além da carteira de estudante) mostram que o que nossa sociedade está perdendo não é só a consciência não. É a moral, a ética. É muito parecido com o comportamento do psicopata, que pratica atrocidades sem culpa. Numa sociedade tradicionalmente católica, onde a culpa é atávica, causa espanto esse comportamento.

Talvez seja a “evolução” ou libertação da culpa por parte de uma sociedade que acredita poder dar um jeitinho em tudo, se dar bem. Cabe a nós tentar mostrar aos nossos filhos, amigos, parentes, que é possível viver bem respeitando os outros e tendo um comportamento ético sempre. Não é uma tarefa fácil, mas eu me recuso a desistir...

Só para concluir, a definição de ética para termos em mente...

Ética (do grego ethos, que significa modo de ser, caráter, comportamento) é o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano.Fonte: wikipedia

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