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Neologismos

Posted by Flor de Lotus on 08:06
Gente, outro dia ouvi uma expressão ótima. Em uma reunião chata, uma pessoa cochichou ao meu ouvido: ai, que saco... esse cara é vomitante! Eu me identifiquei de cara e comecei a usar. Esse trabalho é vomitante, esse trânsito é vomitante, aquela perua usa um perfume vomitante... e por aí vai.

Isso fez eu me lembrar de mais dois eventos. Um quando eu brigava com minha filha recém alfabetizada na época e ela disse: mãe, você ta muito falativa hoje! Adorei, perdi o rumo da briga e fiquei rindo com ela que não entendeu a mudança de humor da minha parte.

O outro foi na pós graduação. Tinha uma amiga na turma muito prática, muito resolvida. Seu nome: Siclinda. Virou verbo. Toda vez que tinha alguém enrolando, a gente mandava: tá na hora de siclindar! Tínhamos a conjugação toda do verbo e usávamos o tempo todo...

Novas palavras para esse mundo louco...

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Para descontrair

Posted by Flor de Lotus on 15:29

Outro dia no ônibus ouvi o seguinte diálogo entre dois adolescentes:
- Cara, o que é aquilo ali?
- Cara, aquilo é pra cego ler. Chama hebraico.

????????????????????????????????????

Numa reunião:
- Não é assim que se faz! Você errou feio!
- Bom, ainda bem que não trabalhamos na área médica...
Ah, bom!

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Como é bom treinar!

Posted by Flor de Lotus on 15:14

Gente, fiquei três dias seguidos em treinamento. Fui entre feliz com a oportunidade e contrariada de ficar tanto tempo seguido afastada do meu projeto. Minha expectativa era de que o conteúdo fosse minimamente aplicável e que tivesse tempo livre pra comprar sapatos na terra da garoa...
Surpresa: como foi bom! Eu me dei conta de como já fiz coisas por aí e aproveitei esse momento de troca de experiências, que é tão rico. Eu lembrei de vários momentos profissionais, de várias atitudes que tive, pude fazer auto crítica e compartilhar idéias, “causos”. E, acostumada que estou a trabalhar fora da zona de conforto, tive a sensação mega prazerosa de ter tempo de refletir e de ter experiências consistentes para relatar e ser ouvida. Esse tempo foi muito importante, quase férias para quem trabalha num ritmo frenético e sob pressão o tempo todo. Que venham outros treinamentos, ou, pelo menos, que eu não deixe a pressão do dia a dia me fazer esquecer de como os treinamentos são saudáveis!

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Ah, correria!

Posted by Flor de Lotus on 18:39

Gente, ando correndo tanto, tão cansada, que nem tenho tido tempo pras minhas esquizofrenias!!! Claro que elas não param... Trabalho é um prato cheio, não é mesmo? Mas há coisas que melhor nem comentar... Já outras...
Já viram quando alguém contrata um serviço e não sabe bem pra que nem por que? E depois, como não sabe pra que quer, e nem entende o que se apresenta como resultado, fica procurando cabelo em ovo? Pois é... tem gente que é assim, se distrai em achar defeito no que os outros fazem. Haja segurança e auto estima... O povo fica lá tentando te derrubar e você fica se equilibrando na corda bamba de sombrinha. O mundo corporativo é isso... equilibrismo. Devia ter feito aula de circo. Aliás, nossa vida parece muito com circo. Quantas vezes nos sentimos com um nariz redondo e vermelho na cara... e quantas vezes temos que equilibrar vários pratinhos ao mesmo tempo. Enquanto uns brigam porque na apresentação você não alinhou os bullets ou colocou um ponto onde deveria ser ponto e vírgula, você tem que administrar questões um pouco mais complexas sem perder o rebolado. Afinal o cliente tem sempre razão. Não que eu ache que formatação e boa apresentação não sejam importantes, não me levem a mal. A questão é quando não conseguem questionar conteúdo e ficam te marretando com acabamento. Mas tudo bem, a gente vai ficando mais detalhista e em um determinado ponto nem isso mais se poderá questionar...

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Minha esquizofrenia pessoal (desabafo)

Posted by Flor de Lotus on 08:42
Não sei lidar com silêncios. Sou ansiosa. E decidida. Não tenho medo quando escolho um caminho, mas nem sempre o caminho me escolhe. Sou de natureza livre, mas carente. Preciso ter com que sonhar, em que acreditar. Quero cumplicidade, mas anda tão difícil encontrar...

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Percepção

Posted by Flor de Lotus on 12:24

Fala-se muito em feedback, mas passar pela experiência real é bem complicado – tanto pra quem dá quanto pra quem recebe feedback. Feedback é percepção, é julgamento de alguém sobre o trabalho / atitude do outro. Traz uma conotação pessoal, embora deva ser exercido com uma grande dose de imparcialidade. E não é simples. Tem coisas que não queremos ver, outras preferimos não comentar. Mas em algumas empresas, o feedback é parte da rotina. Alguns não sabem dar feedback, só fodeback. Acham que criticar de forma agressiva, sem chance de réplica, é o suficiente. Outros são do estilo bonzinho, só passam a mão na cabeça e evitam falar da parte chata para não criar um clima. Outros sabem equilibrar as coisas, numa combinação perfeita de observação, tom de voz e atitude positiva. São aqueles que nos chamam de feios de um modo tão agradável e incontestável que agradecemos e pedimos bis.

E receber feedback? Difícil, né? Ter contato com nossos erros, nossas fraquezas... encara-las de frente e ter que assumi-las sem poder dizer que ninguém avisou... Tenso... E ouvir a visão do outro, por mais que não se concorde, e pensar naquilo. Refletir o que gerou essa percepção – pois a percepção existe, por mais que não se concorde com ela – e tentar tratar disso. Temos muito o que aprender sobre feedback, não somos educados assim, mas apesar de tudo, é bom ter a chance de consertar as coisas, né?

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Voltando ao tema

Posted by Flor de Lotus on 10:10

É, vocês devem estar cansados sobre as repetições do tema, mas desculpem-me: é mais forte que eu...
Essa semana soube de mais uma do metrô. Um amigo foi buscar a filha na creche. Ela tem dois anos. Ele é do tipo grandão, cara de bravo. Carregava a filha no colo, mais a mochila dela, cor de rosa como a de uma menina de dois anos deve ser. Entrou na estação Botafogo às seis da tarde. Lotado, nem precisa dizer. Ele foi se espremendo pra conseguir um lugar pra ficar com a filha e a mochila, achou um cantinho perto da porta e ficou. Não tinha percebido nada, até porque a mulher dele estava doente nesse dia, e ele queria ir logo cuidar dela. Quando foi saltar, sentiu um solavanco. Um cara puxou a mochila. Ele levou alguns breves segundos para perceber que o sujeito estava tentando assaltar ele no metrô lotado. E ainda por cima uma mochila de criança. Foram só alguns segundos mesmo, o suficiente pra ele virar a mão pra trás, sem nem olhar, e acertar um murro na cara do sujeito. Aí foi corre corre, confusão. Vieram os seguranças. O sujeito caiu no chão com o nariz quebrado, sangrando. As pessoas, revoltadas, queriam linchar o sujeito. Apoiaram o meu amigo e se propuseram a testemunhar na delegacia. Os guardas pegaram o meliante para levar pra DP, seguidos das testemunhas. Meu amigo, aliviado pelo nariz estragado do outro e de posse das fraldas e mamadeiras da filha, informou que eles podiam fazer o que quisessem com o sujeito, porque ele tinha que ir pra casa cuidar da mulher dele. E foi.
Agora me diz: você não tinha a sensação de que o metrô era seguro? E pior: o que um sujeito pensa ao roubar uma mochila de criança? Minha conclusão é uma só: guarda de metrô sofre... tem que tirar homem de vagão de mulher, tem que conter a massa revoltada que não consegue entrar no carro lotado, tem que ficar atento aos potenciais suicidas e ainda tem que pegar ladrão... esse mundo está perdido....

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