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Gabriel Souza

Posted by Flor de Lotus on 10:29
Gente, eu não tenho andado muito de metrô nos últimos dias, mas quando vi o blog do Gabriel Souza não pude deixar de me identificar. Vejam essa charge!


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Reflexão de RH

Posted by Flor de Lotus on 12:22

Estava lendo um texto do MIT (um daqueles cursos que eles disponibilizaram na rede) sobre RH estratégico e me deparei com um slide que trazia algumas afirmativas interessantes, que reproduzo aqui. Apenas para não ficarem voando, elas são citadas no capítulo do curso sobre trabalho em equipe e mencionam “some lessons learned the hard way”:

•As organizações sempre têm grandes expectativas e para muito rápido. (Organizations often expect too much, too soon)
•As coisas geralmente pioram antes de melhorarem.
•Gerentes e supervisores são ameaçados.
•Uma nova perspectiva de liderança é necessária.
•É preciso começar com uma filosofia e propósitos claros.
•O pessoal técnico sempre se vê como perdedor.
•Implementação precisa de planejamento cuidadoso.
•Empregados precisam desenvolver habilidades técnicas e comportamentais.
•Treinamento contínuo é essencial.
•Estabilidade é crucial; rotatividade é mortal.

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Contendo ímpetos

Posted by Flor de Lotus on 12:36

Sou uma pessoa que está sempre atenta ao que acontece em volta. E, além disso, estou sempre disposta a ajudar. Sempre agi assim, e cultivei uma imagem de pessoa colaborativa em todas as empresas que trabalhei, sem me preocupar se a ajuda em questão era para pensar, carregar peso, ouvir ou trabalhar pelo outro. Desde que fosse tudo ético e lícito, não me importava. Observo, porém, que na empresa onde estou atualmente, tenho que me conter. As pessoas não são abertas à minha cooperação. Eu acho muito estranho e me magoo com isso, mas já venho exercitando o silêncio em certos casos. Não sei porque o meu comportamento não é aceito nesse grupo. Talvez porque eu ainda não tenha sido aceita no grupo, ou ainda não tenha mostrado minha capacidade de auxiliar, ou talvez a cultura da empresa simplesmente seja essa. Difícil descobrir, mas estou aprendendo a ficar quieta quando alguém pergunta ao colega do lado se tem um chocolate. Minha gaveta sempre tem chocolate, mas hoje em dia não ofereço mais. Porque se o fizer, vão me achar intrometida ou interesseira. Ou quando um colega pergunta sobre uma empresa que eu conheço e eu tento dizer o que ele quer saber e ele não ouve. Hoje não digo nada. Por sinal, tenho trabalhado cada vez mais de fones de ouvido, para não saber o que rola em volta e não cair em tentação. Mas que fique registrado: ajo assim inconformada, porque acho que todo mundo ganha quando se colabora...

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Esquizofrenia Religiosa

Posted by Flor de Lotus on 07:55

Depois das lamentáveis declarações do arcebispo do Recife sobre o caso da menina de 9 anos estuprada pelo padastro, achei que nada mais na Igreja iria me surpreender. Revoltada que fiquei com o caso, tenho certeza que uma menina dessa idade não deve levar adiante uma gravidez, ainda mais sendo de gêmeos e ainda mais decorrente de violência sexual. Deus que me perdoe, mas xinguei muito esse arcebispo. Aliás, Deus deve estar se perguntando o que fizeram com o mundo perfeito que Ele criou. Mas quando eu achava que nada me espantaria mais, descobri que o arcebispo excomungou os médicos que fizeram o aborto e os parentes da menina, mas o estuprador não! Conclusão: estupro tem perdão, só aborto que não. Lamentável.

Qual não foi minha surpresa quando li hoje no Globo uma declaração do Vaticano dizendo que a máquina de lavar roupa fez mais pela liberação da mulher no século 20 que a pílula anticoncepcional. Tem comentário mais machista, careta e sem noção que esse? Ah, claro, tem o do tal arcebispo... Mas esse vem em seguida. Não é à toa que a Igreja Católica Apostólica Romana vive perdendo fiéis para outras religiões e vertentes. Eu mesma fui criada católica, sempre gostei de ir à missa, de rezar, mas me afastei da Igreja após algumas revelações que me desceram atravessadas. Certa vez, numa missa, o padre resolveu falar sobre uma atriz que tinha decidido ser mãe solteira. Ele condenou abertamente, dizendo que era um absurdo ter um filho sem pai, fora do casamento. Ora, mas o que a moça deveria fazer então? Porque aborto não pode... Ah, já sei: castidade total... Desculpem pela minha ignorância... Espero que Deus ilumine seus seguidores e faça deles menos esquizofrênicos...

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Choque de Gerações

Posted by Flor de Lotus on 05:55

Estava lendo um texto sobre gestão de pessoas quando me deparei com uma revelação estarrecedora (para mim). É comum se comentar sobre a entrada no mercado de trabalho dos baby boomers, geração X e geração Y. Os baby boomers, nascidos no pós guerra, entre 1945 e 1961, hoje estão se aposentando. A geração Y é a mais nova, e sempre achei que pertencia a ela. Daí o meu choque. Descobri que a geração Y é formada por pessoas nascidas a partir de 1978, enquanto a X é formada por nascidos entre 1962 e 1977. Meninos, estou velha! Mas isso explica muita coisa. Li uma frase uma vez (não me lembro de quem) que dizia que a gente percebia que estava ficando velho quando parava de falar mal dos mais velhos e começava a falar mal dos mais novos. É isso que está acontecendo comigo… Muitos representantes da geração Y me incomodam, pois trazem com eles um imediatismo, arrogância e auto confiança. Em geral são aqueles cujos pais cobriram de mimos, cuidados e proteção e têm a velocidade da tecnologia em suas veias. Muitos dos seus representantes não aceitam realizar tarefas que consideram menores (falta humildade) e querem ascensão rápida. Como representante – ainda que tardia – da geração X, acho um absurdo alguém chegar e já querer sentar na janela. Recordo sempre da frase de um gerente que tive, da geração dos boomers, que dizia: pato novo não mergulha fundo. Acredito que temos que começar de baixo para poder compreender melhor o topo quando lá chegarmos. Porém, não precisamos ser patos novos por 5 anos… A questão é como estipular o que é preciso para que cada um se desenvolva e possa, enfim, mergulhar fundo? Até porque, maturidade vem com tempo e experiência, não com estudos em faculdades badaladas e não se tem como determinar o tempo de desenvolvimento de cada um. A verdade é que às vezes me sinto como uma vovó olhando os netinhos entrarem no mercado de trabalho…

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Quem tem medo de Lady Kate?

Posted by Flor de Lotus on 12:26

Ontem fui visitar um cliente para apresentar um rascunho de proposta de serviços baseado em um termo elaborado por ele. No termo constava um prazo de 12 meses para a execução, e assim fizemos. Na hora de apresentar, a gerente responsável foi o mais incisiva possível, o tempo todo ditando as regras sem querer ouvir o que nos motivou a colocar as coisas daquele jeito. Tudo bem, o cliente tem sempre razão. Seguimos em frente. Quando chegamos no cronograma, ela disparou:
- 12 meses não, quero isso pronto em 12 semanas!
Eu quase cai dura. Foi inevitável a imagem de Lady Kate dizendo: To pagando!!!
Como assim mudar um prazo de 12 meses pra 12 semanas? O que esse povo pensa da vida? Dá pra reduzir sim, mas tudo isso???? Ok, o cliente tem sempre razão e vamos apresentar nova proposta (com 16 semanas no lugar de 12) e com uma equipe mega grande pras coisas correrem em paralelo... Confesso que fiquei com medo da Lady Kate... Se o projeto sair, vamos ter muito assunto no blog...

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Dentista

Posted by Flor de Lotus on 12:51

Hoje Fui ao dentista, após alguns anos sem frequentar aquela cadeira. Antes que me julguem, deixem-me explicar. Da última vez que fui ao dentista, apenas para uma limpeza, fiquei 3 dias de licença depois de um jato de bicarbonato. Não sei se foi reação alérgica ou se o dentista acertou o jato direto na minha glândula salivar. O fato é que o lado esquerdo da minha cara inchou na hora, meu olho fechou, minha garganta também, e no trajeto do consultório até a minha casa assustei várias pessoas. Levou tempo praquele ar todo sair da minha cara (sim, porque quando eu pressionava minha bochecha, fazia shhhhhhhh) e eu fiquei traumatizada.

Entre minhas resoluções de ano novo decidi que era tempo de ir ao dentista. Fui mês passado fazer um orçamento e resolvi esperar o carnaval passar (nunca se sabe, melhor aproveitar os festejos antes de ficar de cara de Humpty Dumpty de novo). Hoje era o dia, e lá fui eu em pânico. Cheguei antes da dentista comecei a fantasiar que ela não iria. Estava indo embora quando ela chegou (!?!). Então pedi para ir ao banheiro antes e descobri que não tinha água. Pensei: oba, não tem água, não vai ser hoje! Pura ilusão, era só abrir o registro... Não teve escapatória, tive que sentar na maldita cadeira.

Meu objetivo ali era restaurar uma antiga obturação que infiltrou. Nunca tinha feito nada com anestesia antes, mas estava com tanto medo que resolvi tentar. Ocorre que já não sabia mais se estava com mais medo da restauração ou da anestesia. A dentista, muito boazinha e calma, foi me dizendo o procedimento. Eu ainda pedi um anestésico tópico antes da picada fatal. Ela passou um creminho e me senti mais confiante. Já estava quase relaxada quando: pimba! Veio a agulha e com ela uma espécie de choque. Um horror, só não desmaiei porque ela percebeu minha falta de cor e virou a cadeira, me deu água - que com minhas mãos trêmulas estava difícil de beber, imagina com metade da boca funcionando – e esquentou minhas mãos (que além de trêmulas estavam gélidas que nem o suor que escorria pelas minhas costas). O efeito da anestesia foi imediato (graças a Deus) e extenso (até meu ouvido anestesiou). Fui me acalmando aos poucos e ela pode trabalhar. Fiquei uma hora e meia de boca aberta, mas depois alcancei uma paz quase celestial enquanto o motorzinho trabalhava. Fiquei praticamente bêbada (sou fraca pra bebidas e, descobri hoje, pra anestesia também) e tive que me esforçar muito para achar o caminho pro trabalho. Tive um acesso de riso ao constatar que só sentia a água gelada em metade da língua e meti os dedos na boca pra ver se ainda tinha dentes.

Vocês devem estar rindo ou me achando retardada, mas foi exatamente assim que me senti. Sou fresca, em dado momento até derramei uma lagrimazinha, mas embora fresca não fujo da raia. Encaro: com quedas de pressão, lágrimas e tremeliques, mas encaro. É ou não é algum tipo de loucura? Acho que vou iniciar uma enquête: quem vai ao dentista feliz e relaxado? Quem não se incomoda com o barulho daquele motor? Será que não evoluímos o suficiente pra ter uma broca sem barulho? Eu cheguei a levar meu ipod, mas nem escutar direito do lado da anestesia eu conseguia. Enfim, um pouco de loucura assumida nessa segunda feira após o carnaval...

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