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A azeitona e a empada

Posted by Flor de Lotus on 12:42

Essa semana li um artigo na Folha de São Paulo em que o colunista dizia que o Brasil se preocupa mais com a azeitona do que com a empada. Fiquei com isso na cabeça... Eu sempre fui mais empada do que azeitona. Para mim a empada tem que ser crocante por fora, com recheio cremoso, não pode quebrar quando tirar da forma e tem que ser servida quentinha. Se tiver azeitona, ok, mas se for com caroço, estraga toda a experiência. Para mim, porém, a essência é a empada. Quando compro uma empada, não estou buscando uma azeitona e sim uma empada!
Muitas vezes quando apresento um trabalho a um superior ele fica mais preocupado com a azeitona. A capa devia ser de outra cor. Essa letra não está boa... A cor desse gráfico não está combinando com o relatório. Comentários válidos, eu consigo lidar com a frustração e mudar as cores, as letras... Mas e o conteúdo? Na empada em si, nem reparam.
Na ânsia de superar as expectativas dos clientes, por vezes perdemos de vista o essencial: a empada que o cliente contratou. Será que entregar a empada gostosa, quentinha, bem temperada, não é o que ele espera? Será que é mesmo a azeitona que o cliente está buscando? Ou, melhor dizendo, sabemos como é essa tal azeitona que o cliente supostamente quer? O que é ir além para o nosso cliente?
Ok, não sou inocente a ponto de achar que me limitar ao que foi contratado resolve a questão, mas acho que essa preocupação excessiva em superar faz com que percamos o foco. A superação deve ocorrer naturalmente, sem perder de vista o essencial: o que foi contratado! A partir daí, e conhecendo bem o nosso cliente, podemos usar a expressão preferida do mundo corporativo: agregar valor. Mas só depois de cumprir o essencial (ou ao longo de).
Viva as empadinhas de queijo, quentinhas e sem azeitona...
PS: adoro azeitonas, não é nada pessoal....

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Livre Falar

Posted by Flor de Lotus on 06:31

Com longas esquizofrenias e tempo curto, não tenho escrito aqui. Hoje, porém, me vi obrigada a arranjar um tempo para dedicar a esse blog depois da noticia do novo livro de português que prega uma vida melhor ao aceitar a total ausência de regras gramaticais.

Podem me chamar de antiquada, mas pelo amor de Deus, o que é isso! Dizer os livro agora é aceitável? Coitadinhos dos alunos, que têm aprovação automática e agora não devem sequer ser corrigidos, pois isso pode ser constrangedor. Tenham dó! É mais constrangedor ser corrigido na escola ou não passar em concurso público ou vestibular por não saber falar corretamente?

Essa história de que pode ser preconceito corrigir denota o mesmo comportamento que muitos pais vêm tendo com seus filhos ao não estabelecer limites para nada, criando uma geração que não respeita seus pais, superiores, regras e leis. Depois de tentar matar o respeito à hierarquia e tentar assassinar o código civil, agora estão tentando matar o código gramatical.

E se você fala corretamente, nesse mundo moderno, você é visto como um ser de outro planeta. Eu mesma recebo uns olhares enviesados às vezes por usar certas palavras e certas construções gramaticais que não são usuais, do tipo “eu a vi hoje”. E vamos combinar: dizer eu a vi nem é algo rebuscado ou sofisticado.

O que vamos conseguir com essa onda de livre falar é que quem usa as regras gramaticais vai ser vítima de preconceito, invertendo a ótica da linguagem. Aliás, como bem disse o professor Sergio Nogueira, no Bom Dia Brasil de hoje, o livro em si é mais preconceituoso do que a idéia de que corrigir é preconceito, pois parte do princípio de que as crianças não têm condições de se expressar dentro das regras do português. É mais ou menos a mesma lógica das cotas para negros, que eu julgo hiper preconceituosas, pois é como se os negros não tivessem capacidade intelectual para entrar em uma universidade se não tivessem vagas reservadas para eles.

Só me resta como consolo aderir a uma nova moda. Quando me acusarem de utilizar o português correto, posso alegar que estou sofrendo bulliyng no trabalho.

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Ajuda do acaso para conquistar o cliente

Posted by Flor de Lotus on 11:57
Há duas semanas iniciei um novo projeto e o começo é sempre repleto de desconfianças, silêncios e seriedade. Com o tempo, o cliente percebe que não somos seres odiosos e começam a confiar em nós e nos tratar de forma mais próxima.
Hoje o acaso acelerou o processo para mim. Estavamos em uma reunião de diagnóstico da situação atual de um processo e a pessoa que mais conhece o processo estava fechada e agressiva. Quando concluímos a reunião, propus descer junto com ela para filar um café na cafeteira do andar em que ela fica. Saí na frente e, gentil, segurei a porta para ela passar. Ela não viu a rampa, torceu o pé e desabou. Imaginem a seguinte cena: ela tem cerca de 1,70 metro e 70 quilos. Eu tenho 1,50 metro e 50 quilos. Percebi que ela tinha bambeado e, sabe-se lá como, instintivamente a segurei pelas axilas e impedi que ela caisse no chão. Como que eu segurei aquela mulher enorme, não sei (ahco que a musculação está fazendo efeito), mas não deixei que ela se esborrachasse no chão e fiquei firme segurando ela ao longo de toda sua crise de riso e vergonha em que ela não se movia. Nem precisa dizer que dali emdiante ela virou minha amiga de infância, né? Inusitado, mas serviu para diminuir a desocnfiança...

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Minhas janelas

Posted by Flor de Lotus on 05:54
Vida corrida, muitas viagens, projetos simultâneos, pouco tempo para escrever.
Como a saudade do blog apertou, posto aqui a vista que tenho das janelas dos meus projetos... aproveitem a vista...




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Algumas frases de 2010

Posted by Flor de Lotus on 09:20

Algumas frases que ouvi em clientes ao longo do ano...

Na área de compras admite-se tudo, menos ingenuidade...

Aprendam ao máximo a acertar para poderem errar conscientemente.

O cliente contrata um parceiro e, ao mesmo tempo, um seguro.

E a campeã: Antes um final horroroso do que um horror sem fim.

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RH estratégico?

Posted by Flor de Lotus on 02:51

Estive recentemente em um treinamento que tratava do posicionamento do RH frente aos seus novos desafios. Há tempos vem se falando que o RH deveria ser mais estratégico, mas até hoje não conheci nenhum que realmente o fosse. Os principais problemas do RH são o fato de ter ferramentas não integradas, baixa credibilidade dentro de casa e total ausência de foco em resultados. Como se gerir gente não fosse um negócio, o Rh se perde na crença de que cuidar de gente não combina com resultado, com negócio. Em geral temos extremos: um RH que só olha resultados e não consegue ter uma atuação humana ou uma atuação super humana sem alinhamento aos resultados do negócio. Satisfação e produtividade deveriam estar de mãos dadas, mas como fazê-lo ainda é difícil de saber. Especialmente com o choque das gerações, que traz um novo desafio para o RH. Como cuidar das gerações X e Y, sendo que os ritmos, anseios e velocidades são bem diferentes, e ainda acomodar a geração anterior trabalhando por mais tempo (às vezes retornando ao mercado após a aposentadoria, já que a expectativa de vida aumentou consideravelmente).

Não é fácil ser RH. Menos ainda se aceitarmos o desafio de nos reposicionarmos de forma a tornar o RH reconhecido internamente como um provedor de benefícios. Para isso é preciso estar de fato alinhado à estratégia do negócio para definir os direcionadores de RH e e ter um modelo organizacional bem estruturado. Além disso, os processos de RH devem ser descritos, o suporte tecnológico deve ser integrado e adequado, as políticas devem ser descritas e comunicadas e os indicadores de performance devem ser levados a sério.

Digo isso porque o RH é um provedor contumaz de dados, mas em geral tem dificuldade de analisá-los. Um exemplo simples foi o que ocorreu na crise. No momento do desespero, várias empresas cortaram os treinamentos dos empregados, festas de final de ano, benefícios em geral que eram vistos como supérfulos. O RH, sem poder de fogo, acatou. Agora se vê lidando com o reflexo dessa decisão: turnover, despreparo, desmotivação, clima ruim. Se, ao invés de informarmos as horas de treinamento / ano, pudéssemos mostrar o retorno do investimento em treinamento, a situação não seria diferente? Ou ainda: se conseguíssemos demonstrar o custo da perda de um profissional, os executivos não se preocupariam mais com ações que podem parecer bobas, mas que mantêm um bom clima e motivação?

No tal treinamento que mencionei no começo do post, foi solicitado que pensássemos nas novas competências necessárias ao profissional do RH estratégico. Compartilho com vocês as competências que construi a partir das palavras chave que meu grupo listou (inovação, estratégia, flexibilidade, negociação, inovação, atualização, agilidade, organização):

Capacidade de atuar como articulador entre a alta direção e as unidades de negócio, traduzindo necessidades e diretrizes em benefícios e resultados.

Capacidade de atuar sob pressão, entendendo as necessidades dos outros, sendo flexível, porém mantendo o foco.

Capacidade de analisar criticamente as demandas e propor soluções inovadoras e alinhadas à estratégia da organização.

Capacidade de gerenciar a mudança mantendo um bom clima organizacional e comunicando de forma eficaz e tempestiva.


Agora é começar a plantar essa semente e trabalhar duro para chegar lá. Claro que uma mudança cultural grande assim demora a se concretizar e precisa de patrocínio, mas é nosso dever começar a disseminar o vírus do RH estratégico... quem sabe um dia pega?

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Murphy é o cara

Posted by Flor de Lotus on 02:18

Um tempo atrás consegui tirar 10 dias de férias. No primeiro dia, fui resolver uns problemas de banco. No segundo fui a Petropolis. No terceiro, o chefe me ligou dizendo que uma gerente tinha pedido demissão e que eu assumiria o projeto dela. Fiquei toda animada, agarrei a oportunidade de imediato e interrompi as férias.
O projeto já tinha 1 ano e estava atrasado. Mesmo assim mantive a empolgação, pois era interessante. Aos poucos fui descobrindo que o projeto tinha alguns problemas financeiros, o que me preocupou, mas não desanimou. Segui em frente, fui tentando recuperar o tempo perdido. Estabeleci um novo cronograma, negociei com o cliente o compromisso com os prazos, tentei um aditivo, mas consegui, ao menos, que eles trabalhassem junto conosco para concluirmos tudo até a primeira semana de dezembro. Foram várias situações em que o jogo de cintura e uma certa dose de firmeza foram necessários.
Na última semana do projeto, com uma equipe formada por mim e uma consultora, estava ainda certa de que, em fim, concluiríamos o projeto. Aí entrou nosso amigo Murphy...
Eu coordenei minhas outras atividades (outro cliente, projetos internos, treinamentos) para poder fazer as últimas reuniões me revezando com a consultora. Ela, por sua vez, resolveu fazer exercícios na esteira para relaxar. E torceu o pé. Ficou imobilizada e afastada na última semana do projeto... Quase surtei! Ela não podia trabalhar imobilizada e eu não podia adiar nem a conclusão desse projeto, nem os outros compromissos. Mais negociação daqui e dali, consegui fazer todas as reuniões e o projeto será concluído no prazo – hoje. Mas será que a consultora não podia torcer o pé semana que vem???? Imprevistos acontecem, mas Murphy bem que podia tirar umas férias, né?
OBS: Sabe quando você está no ônibus ou no carro, atrasado, e quer saber que horas são? Já reparou que quando você vê um daqueles relógios de rua ele está marcando a temperatura? Pois é...

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