1

Quantos números!

Posted by Flor de Lotus on 06:39

Vocês já pararam pra contar a quantidade de senhas que temos que saber hoje em dia? Quando eu era criança, achava o máximo aquelas cenas de filmes em que apareciam cofres e que as pessoas ficavam tentando descobrir o segredo. Na minha casa mesmo tem um cofre – que eu não uso porque não faço idéia do segredo... – e eu sempre fiquei fascinada com as maravilhas que os cofres dos filmes guardavam e com a importância de se ter que guardar um conjunto de números como esses. Bons tempos...

Hoje, ficou louca tentando lembrar todas as minhas senhas. É senha pro site de relacionamento, pro webmail, pra logar no windows, pro email do trabalho, pra intranet, pra entrar em sites de conteúdo... E no banco então? Senha do cartão, senha de internet, senha pro atendimento telefônico, senha de segurança, cartão de senhas, socorro! Eu, que sempre tive boa memória para telefones, agora não consigo decorar mais nenhum. Desconfio que é porque meu hd está cheio de senhas e não tem mais espaço para telefones, que ficam bem simpáticos armazenados na memória do meu celular. Aliás, a memória dele é mais pródiga que a minha, porque ele nunca troca os números como eu faço às vezes. E depois é um rebu, porque se a gente erra as senhas mais de uma vez, trava tudo e a gente não consegue acessar mais nada antes de uma séria dor de cabeça... Em geral temos que ligar pra algum atendente gerundista, que diz que vai estar solicitando uns dados para confirmar que eu sou eu mesma. Tudo isso é para a nossa segurança, eles dizem. E enquanto fico cada vez mais segura, fico também cada vez mais histérica com tantas senhas e esses atendimentos no gerúndio que seguem roteiros pré-estabelecidos e cujos atendentes parecem ser proibidos de pensar. É a modernidade, não é mesmo?

0

Ainda sobre mudanças...

Posted by Flor de Lotus on 14:06

Meu amigo PRG, essa é uma questão complicada: quando a gente quer mudar e não consegue. Vou contar pra vc como foi comigo. Um dia eu percebi que estava muuuuuuito chata. Reclamava o tempo todo do meu emprego, me sentia sub-utilizada, achava que as pessoas não enxergavam meu potencial. Nem eu me aguentava mais, reclamando o tempo todo de como as pessoas eram injustas comigo por não me darem uma chance de mostrar do que sou capaz. E aí eu percebi que se lá as pessoas não me viam, não eram elas que estavma erradas, era eu. Ou eu tinha que me mostrar mais, ou eu tinha que achar quem quisesse me ver! Mas depois de um tempo o relacionamento esfria, né? Não adianta reinventar muita coisa, já há muitos vícios, muitos ruídos no meio. Então parti para a segunda opção. A minha primeira atitude foi pedir a ajuda de um amigo de RH para reformular meu currículo. A segunda foi comunicar! Comuniquei a todos amigos de empresas interessantes que estava em busca de um novo desafio. A terceira foi aparecer. Fui a alguns eventos, conversei, conheci pessoas diferentes, enviei muitos currículos. Fiquei de olho em todas as listas de emprego e mandei milhares de curriculos. Fiz vários processos seletivos. Encarei os momentos de desânimo, quando a gente acha que não vai ser capaz de conseguir nada, quando a gente até acredita que não é lá essas coisas... mas depois passa. O que importa é insistir.
Ocorreu um fato fundamental nesse meu processo. Fui fazer um teste de personalidade com uma empresa que queria me vender esse tipo de teste e fui cobaia para ver como era o esquema. Ao final tive uma entrevista com uma psicologa e ela se mostrou muito preocupada comigo. Quase se esqueceu de vender o tal teste. Ela disse que a minha tristeza vazava no teste e me perguntou o que estava acontecendo. Eu contei. Ela me disse que era o perfil do desânimo que eu estava levando comigo. Que ela podia ver que aquela não era eu, mas que era assim que eu estava me mostrando aos outros e que, talvez, esse fosse o motivo de eu não ir bem nas entrevistas que andava fazendo. Foi um balde de água fria, e eu acordei! Decidi que não ia mais me mostrar desanimada, que mostraria quem eu realmente sou, o meu potencial profissional. A esntrevista seguinte que fui, fui confiante. E consegui. foi um longo processo - durou 5 meses - e tive medo de não conseguir, claro! Mas a minha mudança de postura fez toda a diferença. Depois que consegui, claro, liguei para a psicóloga. Afinal, sem ela eu não teria me percebido.
Comigo foi assim: muita insistência e um pouco de conselhos para melhorar minha postura. Boa sorte pra vc!

Copyright © 2009 Esquizofrenia Corporativa All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive.