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Yes, we créu

Posted by Flor de Lotus on 03:12

Sobre as olimpiadas de 2016, reproduzo a crônica de João Paulo Cuenca publicada no blog dele n'O Globo! http://oglobo.globo.com/blogs/cuenca/

Enviado por João Paulo Cuenca - 8.10.2009 10h26m

Yes, we créu
A crônica apreciou muito o vídeo do Fernando Meirelles para a nossa vitoriosa candidatura a sede das Olimpíadas 2016. O filmete mostra os cariocas muito simpáticos, abraçando as exóticas delegações estrangeiras, cantando e dançando pelas ruas assépticas e retocadas, como numa versão bossa nova de Hair, o musical.

Tenho um amigo chamado Pedro C., homem crente nessas coisas de publicidade, que resolveu tirar a prova. Botou uma roupa de xeique árabe e, já no primeiro quiosque da praia, o refrão do samba atravessou: não o deixaram filar a caipirinha como aparecia na propaganda. Tentou sambar com o gari, mas o homem de laranja expulsou Pedro da calçada com a vassoura em riste e gritos impublicáveis. Batucar na caixinha de fósforo pelas esquinas também foi um fracasso – ninguém acompanhou e ainda foi chamado de paulista.

Firme no propósito de comprovar a hospitalidade do nosso povo e a veracidade do comercial, tentou cumprimentar com a mão estendida o pessoal pendurado no bonde de Santa Teresa. Ficou no vácuo e levou um pescotapa de um estudante da rede municipal. Na feira, não ofereceram nenhuma laranja. Filou uns biscoitinhos de amostra grátis. Quando disse que não ia comprar, levou uma descompostura do vendedor: “tá achando que eu sou fome zero, mermão?”.

Foi quando Pedro descobriu que a propaganda que nos deu a vitória olímpica foi toda filmada, é claro, durante o carnaval.

***
Ainda faltam 7 anos, mas já podemos enfileirar algumas certezas sobre as Olimpíadas Balneário de San Sebastián 2016:

1) Lula, ao contrário do que andou repetindo entre lágrimas na Dinamarca, será presidente em 2016 e fará o discurso de abertura dos jogos, independente de quem ganhe as eleições do ano que vem.

2) Depois do discurso de Lula, Alcione irá cantar o hino nacional na cerimônia no Estádio Olímpico do Maracanã. Quem carregará a bandeira da delegação canarinho será Selminha Sorriso e a tocha olímpica será acesa por Zico, o verdadeiro atleta do século, eleito por aclamação.
3) As favelas da Zona Sul serão pacificadas e pintadas de branco, lembrando as construções de Santorini, na Grécia. O investimento pesado de franceses na área causará explosão nos preços dos imóveis, fazendo seus atuais habitantes se mudarem para comunidades extra-olímpicas, além Belford Roxo.

4) O golpe no ego de cidades periféricas como São Paulo e Buenos Aires jamais será recuperado.

5) Em 2016, a grande conquista do PSDB paulista, após o fracasso da CPI das Olimpíadas, terá sido a descriminalização da maconha em todo o território nacional.

6) O ano de 2015 será enforcado no Balneário, entre a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016.

7) Os preparativos para os jogos irão custar 21,3 vezes mais do que o previsto. Ainda assim, o metrô jamais chegará a Barra da Tijuca.
8) Migração em massa de esportistas e turistas para a cidade será um problema de segurança nacional após os jogos. A Polícia Federal no aeroporto Tom Jobim será mais severa do que a de Barajas, em Madrid.
9) Nenhum recorde mundial será batido em 2016. Os atletas vão acordar de ressaca todos os dias.

10) Os Jogos de 2016 serão os melhores e mais espetacularmente confusos de todos os tempos. Nós só vamos entender esse aparente paradoxo daqui a 7 anos.

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Sonho meu...

Posted by Flor de Lotus on 08:58

Lendo esse artigo confesso que fiquei triste. Sempre acreditei no trabalho do RH e que as pessoas devem ser o centro das ações, pois é junto com elas que as empresas conseguem alcançar seus objetivos. Claro que, lendo esse artigo, posso reconhecer vários altos executivos. O que me aborrece é que eu ainda tinha o sonho do líder humano em mente e achava que alguém poderia ser bem sucedido como líder dentro desse modelo.
Será que é só um sonho meu????

Sensibilidade não faz falta ao CEO de sucesso
Organização e eficiência são características mais apreciadas entre executivos bem-sucedidos
David Brooks, The New York Times
Os CEOs (presidentes de empresas) deveriam ler romances? A pergunta parece responder a si mesma. Afinal, os CEOs lidam com pessoas o tempo todo. A leitura de romances poderia lhes dar uma maior percepção psicológica, uma queda por relações humanas, uma maior sensibilidade para suas próprias emoções.

Infelizmente, a maioria das pesquisas recentes sugere que esses não são os talentos mais importantes para uma pessoa que está tentando gerir uma empresa. Steven Kaplan, Mark Klebanov e Morten Sorensen concluíram recentemente um estudo chamado "Which CEO Characteristics and Abilities Matter?" (algo como "Quais características e habilidades de um CEO são importantes?".

Eles se basearam em avaliações detalhadas das personalidades de 316 CEOs e mediram os desempenhos de suas empresas. Descobriram que as habilidades de pessoas fortes têm uma correlação frouxa, ou nenhuma, com o fato de serem bons CEOs. Traços como ser bom ouvinte, bom formador de equipes, um colega entusiasmado ou um comunicador não parecem muito importantes quando se trata de comandar companhias bem-sucedidas.

O estudo revelou que o importante eram as habilidades de organização e execução. Os traços que se relacionaram mais com o sucesso foram a atenção a detalhes, persistência, eficiência e a capacidade de trabalhar por longas horas.

Em outras palavras, pessoas calorosas, maleáveis, orientadas para a equipe e simpáticas eram menos propensas a prosperar como CEOs. Pessoas organizadas, obstinadas, detalhistas e levemente tediosas são mais propensas a prosperar.

Os resultados são consistentes com vários trabalhos que foram feitos nas últimas décadas. Em 2001, Jim Collins publicou um estudo muito bem recebido intitulado "Good to Great". Ele descobriu que os melhores CEOs não eram os visionários exuberantes. Eram almas humildes, reservadas, diligentes e resolutas que descobriam uma coisa em que eram realmente boas e a faziam repetidamente.

Naquele mesmo ano, Murray Barrick, Michael Mount e Timothy Judge levantaram cem anos de pesquisas sobre lideranças empresariais. Eles também descobriram que extroversão, cordialidade e abertura a novas experiências não se correlacionavam bem com o sucesso de um CEO. O importante era a estabilidade emocional e, sobretudo, consciência - o que significa ser confiável, fazer planos e cumpri-los.

EFICIÊNCIA

Todos esses trabalhos são um lembrete de que, embora seja importante a pessoa ser sensata e equilibrada, o mercado realmente não se importa com isso. O mercado quer preencher um papel de organização.

A segunda coisa que o mercado parece querer é um compromisso incansável com ganhos de eficiência.

CEOs e políticos carismáticos sempre querem a inovação excitante - seja ela o veículo utilitário esportivo ou um novo carro revolucionário. Os executivos metódicos de empresas bem-sucedidas apenas fazem o mesmo velho sedã quatro portas, mas o fazem cada vez melhor.

Esses tipos de traços de obstinação, mas com modéstia, não se correlacionam bem com níveis de educação. CEOs com pós-graduação em direito ou MBA não desempenham melhor que CEOs com diploma universitário. Esses traços não têm correlação com salário ou pacotes de compensações.

Não se correlacionam tampouco com fama e reconhecimento. Ao contrário, um estudo de Ulrike Malmendier e Geoffrey Tate revelou que CEOs ficam menos eficazes à medida que se tornam mais famosos ou recebem prêmios.

O que esses traços perfazem é um certo tipo de personalidade ideal. Os CEOs mais propensos a ser bem-sucedidos são humildes, modestos, incansáveis e unidimensionais. Eles não são, no entanto, as pessoas mais empolgantes para se conviver.

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Elogios e feedbacks

Posted by Flor de Lotus on 06:03

Estava mexendo em um caderno antigo para organizar meus papéis quando me deparei com duas frases que chamaram minha atenção. Elas foram ditas em um curso de coaching que fiz um tempo atrás:

"Feedback não é conta corrente”.
“Elogio não é anestésico”.

Fiquei pensando sobre isso. Embora muito se fale sobre feedback e se estimule os elogios, ao invés de somente puxões de orelha (para ser delicada), ainda tem muita gente que não sabe como usar essas ferramentas de trabalho.

Tem muita gente que faz um elogio pra amenizar uma situação, apenas pra ficar tudo bem quando parece que vai tudo pro buraco. Se o outro estiver fragilizado, pode ser que o anestésico funcione. Se já for cascudo, vai fazer doer ainda mais...

Sobre o feedback então, nem se fala... Em muitas empresas ele ocorre somente nos períodos formais de avaliação de desempenho, quando já não dá mais tempo do funcionário tentar aplicar os conselhos em sua vida e melhorar seu rendimento. Ou então vem em forma destrutiva (e não construtiva), e só faz piorar as coisas. Feedbacks devem ser dados quando as situações ocorrem e de forma justa, sem se preocupar em contabilizar erros e acertos. Não é conta corrente, é aprendizado e desenvolvimento em um ambiente que deve ser honesto.

Fecho o texto com algumas dicas que foram dadas nesse curso sobre o papel do coach, mas que servem para quem quer que precise dar um feedback:

- Espelhar para a outra pessoa o que ela está fazendo e mostrar as conseqüências
- Frente a um dilema, refletir: em que papel estou?
- Uma das grandes habilidades para lidar com gente é bom senso
- Saber quando pedir ajuda é fundamental.

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Mande seu funcionário para o mar

Posted by Flor de Lotus on 05:42

Recebi esse texto de um amigo e compartilho. Quem não gostaria de trabalhar num lugar desses? E quem disse que não se pode ser responsável, bem sucedido e leve ao mesmo tempo?

MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR

Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard faz, contraria dez entre
dez livros de negócios. Dono de fábrica de roupas e artigos esportivos, ele
pergunta a seus clientes numa etiqueta estampada em cada roupa: você
realmente precisa disto? Alpinista de renome, surfista e ativista
ecológico, ele se levanta de sua mesa e incita os 350 funcionários da sede
da empresa, na cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos e
pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas sobem. Aos 67 anos de idade,
ele vai junto. Resultado: a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006,
foi considerada pela revista Fortune a mais "COOL" do mundo, em uma
reportagem de capa.

Isso não quer dizer que seus funcionários sejam preguiçosos, apesar do
ambiente maneiro. A equipe é motivada e gabaritada, como o perfeccionismo
que o dono exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe cerca de 900
currículos - como o do jovem Scott Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs
no bolso e passagens por outras empresas, implorou para ser aceito como
estoquista de uma das lojas (ganhou o posto). Robinson justificou: “Queria
trabalhar numa companhia conduzida por valores”. Que valores são esses?
“Negócios podem ser lucrativos sem perder a alma”, diz Chouinard.

Essa alma está no parque de Yosemite, onde, nos anos 60, Chouinard se
reunia com a elite do alpinismo para escalar paredões de granito. Foi
quando começou a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis, uma
novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia a empresa, com o objetivo
de criar roupas para esportes mais duráveis e de pouco impacto ao meio
ambiente. A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você chega, mas
como você chega - foi adotada nos negócios. O lucro não seria uma meta, mas
a conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi pioneira no uso de
algodão orgânico (depois adotado por outras marcas), fabricou jaquetas com
garrafas plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado. Hoje, o
filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos, desenvolve pranchas de surfe sem
materiais tóxicos que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
Chouinard, que se define como um antiempresário, virou tema de estudo em
escolas de negócios. Quando dá palestras em Stanford ou Harvard, não sobra
lugar. Nem de pé.

Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)

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Frases

Posted by Flor de Lotus on 05:38

"Competição hoje não é alguém tentando te ultrapassar. Competição hoje é quando alguém vem de uma direção qualquer, bate no teu carro e te tira da pista"
(não sei a autoria, mas li em uma revista no aperto do metrô...)

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Consultoria total flex - ou a saga da reunião

Posted by Flor de Lotus on 08:11

Minha amiga Rebecca reclamou que não tenho escrito nada. Pois é, Rebecca. A correria é tanta que nem tenho conseguido colocar as esquizofrenias no blog...
Só pra aproveitar a deixa, resolvi contar pra vocês sobre a saga da reunião de diretoria.
Estou em fase final de um projeto e faz parte do acordo fazer uma apresentação para todo o Board da empresa. O board é formado por pessoas muito ocupadas e conseguir uma brecha na agenda é tarefa complexa. O problema é que o projeto tem uma outra fase que só começa depois que essa for aprovada. Estávamos há semanas com um horário reservado para o dia 23 de setembro. Dois dias antes, em meio à correria para fechar uma apresentação bem executiva, com no máximo 30 minutos para relatar o que fizemos em 5 meses, adiaram a reunião para dia 29. Ok, mais tempo para exercitarmos nossa capacidade de síntese. Relaxamos um pouco e depois retomamos a construção da apresentação. Aí veio outra mudança: reunião adiantada para dia 28. Estresse subindo novamente, mergulhamos na apresentação de cabeça. Dia 24, informaram que não haveria espaço para nós na pauta do dia 28. Sem previsão de data. Ficamos desanimados, mas no aguardo. Dia 25 informaram que seria sim dia 28. Houve pressão de gente grande e enfiaram a gente lá. NO mesmo dia, de tarde, desmarcaram. Ficamos pro dia 6 de outubro, mas ainda não sei se vai ou não. Haja flexibilidade, né? Vida de consultor requer facilidade para lidar com mudanças. Temos que ser total flex! Agora é esperar dia 6 pra ver se rola... E enquanto tempos tempo, vamos mudando a apresentação sem parar... Como vocês podem ver, sim, gostamos de mudanças (mas não precisava exagerar...).

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