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Testes

Posted by Flor de Lotus on 16:38

É meu amigo, PRG. Muitos testes pela vida a fora... Faz parte da nossa esquizofrenia de cada dia. Por vezes desanimamos, mas acho que é normal. O cansaço vence e baixamos a cabeça. Mas aí aparecem pessoas especiais, como você, que nos empurram e mostram que essas coisas são parte do caminho e que não vale á pena desistir. Keep walking... Lá vamos nós.
Aproveito o dia do amigo para agradecer a esses seres especiais que nos amam apesar de. Isso é ser amigo: estar ao lado, seja qual for a situação. Falar a verdade, sabendo que mesmo que ela seja dura, aguentamos. Te coragem de ser sincero, de se expor, de ceder. E nos ajudar nos momentos de maluquice, bem como aceitar nossa ajuda. Mesmo que ela venha através de um post num blog, ela é enorme e de grande valia. Obrigada!

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Pensamento do Dia

Posted by Flor de Lotus on 07:14
Notícias ruins vêm em ondas, enquanto que as boas vêm em gotas...
Já reparou?

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Mudança

Posted by Flor de Lotus on 18:21

Alguns projetos requerem uma mudança de modelo mental para que ocorram a pleno vapor. Mas já viu como é difícil fazer as pessoas mudarem – o famoso vamos quebrar paradigmas? Há alguns seres super necessários hoje em dia que são imbuídos da árdua tarefa de cuidar da gestão da mudança. Entre outras coisas, eles mapeiam as pessoas e percebem como são suas atitudes perante a mudança. E encontram vários tipos de reações na pessoas que vão passar pela mudança. Alguns jogam a favor, outros contra. Há ainda os que ficam em cima do muro. E há sempre resistências. Algumas pelo desconhecido, o que é perfeitamente normal. Outras são do tipo não vi, não gostei, não sei e tenho raiva de quem sabe. Afinal, as pessoas são complexas... E tem aquelas que dizem que estão super a fim, mas quando se baixa um pouco a guarda, atacam. Outros fingem nem enxergar o pobre gestor da mudança, que fica lá tentando comunicar os benefícios da mudança... Tem ainda os que não dão bola, mas se questionados por outros, vendem o peixe muito bem. Tem os inocentes, que aderem sem pensar e depois se arrependem. Tem os pé-atrás, que desconfiam de tudo. Tem os empolgados, que adoram a idéia e ajudam a propagá-la. Tem de tudo... A gestão da mudança é uma espécie de sedução, só que o jogo tem que ser claro, transparente. As pessoas só vão aderir se perceberem que a tal mudança é, de fato, boa para elas. Resta comunicar, comunicar, comunicar. E ter paciência, bons ouvidos e persistência...

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Liga das nações unidas

Posted by Flor de Lotus on 18:06

Em um treinamento participei de um RPG muito interessante. Numa espécie de war às avessas, tínhamos 10 países, cada um com uma bandeira, um hino e um histórico. Formávamos (ou deveríamos formar) a liga das nações unidas. Cada um era um político recém eleito que tinha que cumprir suas promessas de campanha no prazo prometido, além de fortalecer a liga. As relações entre os países tinham três matizes: havia os países amigos, os neutros e os inimigos. E era permitido para o s que não conseguiam cumprir suas metas, lançar escândalos nos outros paises para tomar seus recursos. – qualquer semelhança com o mundo rela é mera coincidência...
O interessante foi observar como cada pais atuava e como cada um se posicionava. Havia os que estavam loucos para atacar, os que só pensavam em se defender e os que queriam colaborar. Parece familiar?
Cada ano de governo durava 12 minutos no jogo e o tempo máximo dos mandatos era de 5 anos. Todos perceberam que deveriam se unir – depois de algumas brigas, claro – em prol do bem comum. Alguns enfrentavam escassez de recursos, enquanto outros os tinham sobrando. Por vezes, porém, quem tinha era inimigo de quem precisava. Foi fundamental o papel de intermediários que falavam com os dois lados e atuavam como diplomatas. Para alguns custou, mas ao final todos perceberam que era melhor compartilhar recursos e evitar a guerra. Afinal, juntos somos mais fortes...

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Solidão

Posted by Flor de Lotus on 09:18

No jornal de hoje tem uma ótima crônica da Marta Medeiros sobre a necessidade que temos de nos sentirmos importantes para os outros. Ela fala de um cara que brinca de esconde esconde com os cachorros e na satisfação de ambos quando se acham. Os cachorros por encontrarem o dono. O dono por perceber que é importante para eles. Depois ela traça um paralelo para as relações. Aquele sumiço básico para valorizar o passe, tão comum nos relacionamentos. Eu, claro, fiquei pensando nessa mesma valorização no trabalho. Quando escrevemos para uma pessoa para pedir uma informação que sabemos que ela tem, e ela demora um século para nos responder. O jogo é o mesmo: valorização. Isso me fez pensar se essa necessidade de demonstrar poder e valor não é, em todos os casos, medo da solidão. Com a vida moderna e corrida, vemos cada vez mais pessoas sós, mesmo que acompanhadas. Ou aquelas que vivem em busca, sem encontrar. Isso respinga na vida profissional, claro. Tantas cobranças, pouco tempo, muitas responsabilidades, pouco prazer e/ou lazer, acabam nos fazendo brincar de esconde esconde de vez em quando mesmo. Como disse Marta, somos todos carentes...

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Atendimento I

Posted by Flor de Lotus on 06:18
Outro dia liguei pro helpdesk para pedir orientação sobre impressão frente e verso. Preocupada que estava com as árvores, resolvi que podia imprimir um documento em ambos os lados do papel para economizar umas árvores. Liguei para pedir ajuda:
- Bom dia. Queria saber como configurar minha impressora para imprimir frente e verso.
- Pois não, senhora. A senhora está na frente do computador?
- Sim.
- Está com o documento que deseja imprimir aberto?
- sim
- Clique em imprimir
- Ok
- A senhora está vendo algum botão que permita impressão frente e verso?
- Não! Claro que não. Se estivesse vendo não tinha ligado pra pedir ajuda, oras!
Surreal, não é? O atendente não sabia como fazer também e acabei tendo que imprimir de um lado só. Depois não me culpem pelo desmatamento da Amazônia!

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Volta ao jardim de infância

Posted by Flor de Lotus on 05:42

Às vezes, quando estou trabalhando, me sinto de volta ao jardim de infância. Algumas pessoas têm o comportamento típico dessa fase da vida. Já vi gente que fica com raiva do colega de trabalho e, como não consegue reagir nem resolver, fica de mal. E assim segue trabalhando com a tal pessoa sem cumprimentar, sem manter comunicação e prejudicando o trabalho e o clima.

Já vi os que fazem planos infalíveis para sabotar projetos alheios apenas porque gostariam de estar lá e não estão. Mais uma vez sua satisfação pessoal de vingança se sobrepondo ao bem comum. Comum pra quem? - o vingativo vai me perguntar. Comum como coletivo, embora não seja o melhor para todos...

Muito tempo atrás trabalhei numa seção que tinha um homem com pouco mais de 40 anos e umas quarenta pessoas com idade até o teto de 25 anos. O mais velho era meio surdo e bravo. Os mais novos implicavam com ele o tempo todo. Um dia eu estava conversando com o mais velho quando começaram as piadinhas com o seu nome e uma chuva de elásticos sobre nós. O mais velho não titubeou. Lançou longe um grampeador pesado – um contraste como ele próprio era naquela seção – sobre um grupinho que imitava um coro de patos chamando seu nome. Foi uma comoção. Consegue imaginar uma cena dessas? Um grampeador voando entre as cabeças? Um horror...

A melhor de todas foi um amigo meu que tirou uma foto 3X4 de costas porque não concordava em ter que fazer uma tal carteirinha que o seu empregador estava pedindo. Foi surreal aquela foto. E o melhor foi o espanto do fotógrafo na hora de tirar a foto... A carteirinha o meu amigo ostenta com orgulho até hoje...

Uma vez eu mesma tive um transe infantil. Um rapaz que trabalhava comigo tinha levado dois ratinhos de estimação (não parece aquele dia na escolinha que você pode levar o seu bichinho?) e veio me mostrar, em pleno horário de expediente. Eu não resisti e peguei os bichinhos. Um deles mordeu meu delo e eu gritei – um grito fenomenal, ouvido no quarteirão inteiro – e joguei o bicho longe. Resultado: levamos uma mega bronca e o rato – coitado, que Deus o tenha – morreu. O dono dele nunca me perdoou...

São tantas histórias que deveriam estar num ambiente escolar e infantil, não é? Não que as pessoas não possam ter um comportamento da tenra idade de vez em quando, mas o ambiente corporativo é implacável... Acho que é esquizofrenia mesmo, né?

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