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A saga dos transportes coletivos continua

Posted by Flor de Lotus on 02:23
Pois é, amigos. Já pensei em andar de ônibus sim, e ando todos os dias, nem que seja para chegar até o metrô. Ocorrem aventuras no ônibus também...

Outro dia peguei um 239 pela manhã, já lotado. Lá pelas tantas começou uma discussão entre o motorista e um passageiro exaltado que exigia que o ônibus não parasse mais nos pontos para pegar ninguém já que estava tão cheio. Eu sou baixinha e tenho dificuldade de me segurar no ferro alto, mas nem precisei me preocupar. Estava me apoiando na massa compacta que fazia fila tripla no corredor. Nem precisa dizer que foi uma baixaria, né?

E num outro dia, voltando tarde do trabalho, peguei um outro coletivo, dessa vez quase vazio. Pensei: ufa, que alívio! De repente, entra um cara com uma fratura exposta no cotovelo, sangue escorrendo e fica circulando pelo corredor sem parar quieto, esticando e dobrando o braço. E eu lá, vendo o osso mexendo. Afe...

E de taxi também tem emoção, viu? Um dia conto pra vocês...

Acho que as pessoas estão muito à flor da pele, sem paciência...

Já sobre o assédio sexual no metrô, concordo que mancha de batom dificultaria as coisas pro pobre rapaz assediado... Tudo sempre pode piorar, né?

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As delícias do metrô

Posted by Flor de Lotus on 16:12

Gente, tem dia que eu já chego surtada no trabalho. Muito disso é culpa do metrô. Quem utiliza esse meio de transporte hoje em dia sabe do que eu estou falando.

Um enorme empurra empurra, puro estresse. A cada dia uma aventura.

As mulheres que já experimentaram o carro dedicado a elas já sentiram o que é volume alto. É um tititi tão grande naquele carro, que eu quase sempre opto pelo vagão comum. E quando entra um homem desavisado naquele mafuá? A mulherada grita, ameaça sarrar o sujeito, diz que vai apertar, passar a mão, etc... Uma loucura... Sem contar o s guardas que ficam tomando conta e retirando os desavisados do vagão das mulheres. Pode isso? Para manter as donzela seguras, o guarda tem que ficar tomando conta porque os machos não respeitam os avisos de vagão só para meninas. Afe!

Mas o vagão comum também tem lá suas aventuras. Volta e meia, no auge da lotação, alguém entra empurrando e outro alguém reclama. Aí começa a discussão e só não sai porrada porque isso contraria as leis elementares da física - não tem espaço para isso.

Outro dia vi uma cena surreal. Um rapaz forte estava ao meu lado. O carro estava cheio, mas não tanto a ponto de as pessoas andarem coladas. Entrou uma moça e encaixou o corpo no dele. Encaixou como se eles fossem namorados e estivessem indo para o crime. O cara ficou branco, mal respirava, não se mexia. A moça chegou a encostar a cabeça no peito dele. Ele desesperado, sem saber o que fazer. Uma estação depois ela desceu e ele recuperou o ar. Que situação! Assim vão criar um vagão para os homens também. Eu sei que a coisa tá feia, tá difícil arranjar um homem para chamar de seu, mas assim não dá, né?

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Testes

Posted by Flor de Lotus on 16:38

É meu amigo, PRG. Muitos testes pela vida a fora... Faz parte da nossa esquizofrenia de cada dia. Por vezes desanimamos, mas acho que é normal. O cansaço vence e baixamos a cabeça. Mas aí aparecem pessoas especiais, como você, que nos empurram e mostram que essas coisas são parte do caminho e que não vale á pena desistir. Keep walking... Lá vamos nós.
Aproveito o dia do amigo para agradecer a esses seres especiais que nos amam apesar de. Isso é ser amigo: estar ao lado, seja qual for a situação. Falar a verdade, sabendo que mesmo que ela seja dura, aguentamos. Te coragem de ser sincero, de se expor, de ceder. E nos ajudar nos momentos de maluquice, bem como aceitar nossa ajuda. Mesmo que ela venha através de um post num blog, ela é enorme e de grande valia. Obrigada!

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Pensamento do Dia

Posted by Flor de Lotus on 07:14
Notícias ruins vêm em ondas, enquanto que as boas vêm em gotas...
Já reparou?

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Mudança

Posted by Flor de Lotus on 18:21

Alguns projetos requerem uma mudança de modelo mental para que ocorram a pleno vapor. Mas já viu como é difícil fazer as pessoas mudarem – o famoso vamos quebrar paradigmas? Há alguns seres super necessários hoje em dia que são imbuídos da árdua tarefa de cuidar da gestão da mudança. Entre outras coisas, eles mapeiam as pessoas e percebem como são suas atitudes perante a mudança. E encontram vários tipos de reações na pessoas que vão passar pela mudança. Alguns jogam a favor, outros contra. Há ainda os que ficam em cima do muro. E há sempre resistências. Algumas pelo desconhecido, o que é perfeitamente normal. Outras são do tipo não vi, não gostei, não sei e tenho raiva de quem sabe. Afinal, as pessoas são complexas... E tem aquelas que dizem que estão super a fim, mas quando se baixa um pouco a guarda, atacam. Outros fingem nem enxergar o pobre gestor da mudança, que fica lá tentando comunicar os benefícios da mudança... Tem ainda os que não dão bola, mas se questionados por outros, vendem o peixe muito bem. Tem os inocentes, que aderem sem pensar e depois se arrependem. Tem os pé-atrás, que desconfiam de tudo. Tem os empolgados, que adoram a idéia e ajudam a propagá-la. Tem de tudo... A gestão da mudança é uma espécie de sedução, só que o jogo tem que ser claro, transparente. As pessoas só vão aderir se perceberem que a tal mudança é, de fato, boa para elas. Resta comunicar, comunicar, comunicar. E ter paciência, bons ouvidos e persistência...

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Liga das nações unidas

Posted by Flor de Lotus on 18:06

Em um treinamento participei de um RPG muito interessante. Numa espécie de war às avessas, tínhamos 10 países, cada um com uma bandeira, um hino e um histórico. Formávamos (ou deveríamos formar) a liga das nações unidas. Cada um era um político recém eleito que tinha que cumprir suas promessas de campanha no prazo prometido, além de fortalecer a liga. As relações entre os países tinham três matizes: havia os países amigos, os neutros e os inimigos. E era permitido para o s que não conseguiam cumprir suas metas, lançar escândalos nos outros paises para tomar seus recursos. – qualquer semelhança com o mundo rela é mera coincidência...
O interessante foi observar como cada pais atuava e como cada um se posicionava. Havia os que estavam loucos para atacar, os que só pensavam em se defender e os que queriam colaborar. Parece familiar?
Cada ano de governo durava 12 minutos no jogo e o tempo máximo dos mandatos era de 5 anos. Todos perceberam que deveriam se unir – depois de algumas brigas, claro – em prol do bem comum. Alguns enfrentavam escassez de recursos, enquanto outros os tinham sobrando. Por vezes, porém, quem tinha era inimigo de quem precisava. Foi fundamental o papel de intermediários que falavam com os dois lados e atuavam como diplomatas. Para alguns custou, mas ao final todos perceberam que era melhor compartilhar recursos e evitar a guerra. Afinal, juntos somos mais fortes...

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Solidão

Posted by Flor de Lotus on 09:18

No jornal de hoje tem uma ótima crônica da Marta Medeiros sobre a necessidade que temos de nos sentirmos importantes para os outros. Ela fala de um cara que brinca de esconde esconde com os cachorros e na satisfação de ambos quando se acham. Os cachorros por encontrarem o dono. O dono por perceber que é importante para eles. Depois ela traça um paralelo para as relações. Aquele sumiço básico para valorizar o passe, tão comum nos relacionamentos. Eu, claro, fiquei pensando nessa mesma valorização no trabalho. Quando escrevemos para uma pessoa para pedir uma informação que sabemos que ela tem, e ela demora um século para nos responder. O jogo é o mesmo: valorização. Isso me fez pensar se essa necessidade de demonstrar poder e valor não é, em todos os casos, medo da solidão. Com a vida moderna e corrida, vemos cada vez mais pessoas sós, mesmo que acompanhadas. Ou aquelas que vivem em busca, sem encontrar. Isso respinga na vida profissional, claro. Tantas cobranças, pouco tempo, muitas responsabilidades, pouco prazer e/ou lazer, acabam nos fazendo brincar de esconde esconde de vez em quando mesmo. Como disse Marta, somos todos carentes...

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