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O que é isso, companheiro?

Posted by Flor de Lotus on 17:12

Você já se sentiu traído em sua empresa? Ou pelo menos meio burro? Incompreendido? Do tipo que leva esporro sem motivo da pessoa que te pediu para fazer algo – que você fez, no prazo – mas não era o que ela esperava? Ah, claro, acontece com todo mundo. Na maior parte das vezes o caso é de falha de comunicação. Como naquela brincadeira inocente chamada telefone sem fio. Só que no trabalho normalmente não tem graça nenhuma a distorção da frase...
Ok, sobrevivemos e aprendemos com isso, certo? Passamos a perguntar mais, alinhar, confirmar. O chefe te pede pra fazer a planilha xpto. E você diz: chefe, você quer dizer que quer que eu faça a planilha xpto? Parece coisa de retardado, mas nem sempre é simples assim. Mistérios da comunicação, que tem sempre umas áreas cinzentas, que estão na mente de quem pede mas não em seu discurso (e nem nos ouvidos de quem faz o que se pede). Vale confirmar sempre, o tal do double check. Até porque, se você confirmar e ficar com fama de lento, mas entregar o que se pede, é melhor do que ficar com fama de lento porque nunca consegue entender o que se pede...
Além disso há o desafio adicional de entrar na mente do chefe. Isso só se consegue com tempo, claro. E muita observação. Com o tempo vai se aprendendo qual a forma dele raciocinar, o que quer dizer com cada expressão, cada gesto. É um árduo exercício...
Vale uma boa conversa com alguém que trabalhe com o chefe há mais tempo, alguém de confiança que ajude a compreender o modus operandi do chefe. Ou simplesmente observar o modo como os mais experientes o abordam. Serve para aprender o que fazer e o que evitar. A observação sempre nos ensina algo, e perceber o humor do chefe antes de entrar em sua sala também vale à pena. Planejar seu discurso conforme o humor percebido pode ser interessante.
Se nada der certo, pode ser então que o problema não seja de comunicação e sim de compatibilidade... mas aí é outra história...

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Quantos números!

Posted by Flor de Lotus on 06:39

Vocês já pararam pra contar a quantidade de senhas que temos que saber hoje em dia? Quando eu era criança, achava o máximo aquelas cenas de filmes em que apareciam cofres e que as pessoas ficavam tentando descobrir o segredo. Na minha casa mesmo tem um cofre – que eu não uso porque não faço idéia do segredo... – e eu sempre fiquei fascinada com as maravilhas que os cofres dos filmes guardavam e com a importância de se ter que guardar um conjunto de números como esses. Bons tempos...

Hoje, ficou louca tentando lembrar todas as minhas senhas. É senha pro site de relacionamento, pro webmail, pra logar no windows, pro email do trabalho, pra intranet, pra entrar em sites de conteúdo... E no banco então? Senha do cartão, senha de internet, senha pro atendimento telefônico, senha de segurança, cartão de senhas, socorro! Eu, que sempre tive boa memória para telefones, agora não consigo decorar mais nenhum. Desconfio que é porque meu hd está cheio de senhas e não tem mais espaço para telefones, que ficam bem simpáticos armazenados na memória do meu celular. Aliás, a memória dele é mais pródiga que a minha, porque ele nunca troca os números como eu faço às vezes. E depois é um rebu, porque se a gente erra as senhas mais de uma vez, trava tudo e a gente não consegue acessar mais nada antes de uma séria dor de cabeça... Em geral temos que ligar pra algum atendente gerundista, que diz que vai estar solicitando uns dados para confirmar que eu sou eu mesma. Tudo isso é para a nossa segurança, eles dizem. E enquanto fico cada vez mais segura, fico também cada vez mais histérica com tantas senhas e esses atendimentos no gerúndio que seguem roteiros pré-estabelecidos e cujos atendentes parecem ser proibidos de pensar. É a modernidade, não é mesmo?

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Ainda sobre mudanças...

Posted by Flor de Lotus on 14:06

Meu amigo PRG, essa é uma questão complicada: quando a gente quer mudar e não consegue. Vou contar pra vc como foi comigo. Um dia eu percebi que estava muuuuuuito chata. Reclamava o tempo todo do meu emprego, me sentia sub-utilizada, achava que as pessoas não enxergavam meu potencial. Nem eu me aguentava mais, reclamando o tempo todo de como as pessoas eram injustas comigo por não me darem uma chance de mostrar do que sou capaz. E aí eu percebi que se lá as pessoas não me viam, não eram elas que estavma erradas, era eu. Ou eu tinha que me mostrar mais, ou eu tinha que achar quem quisesse me ver! Mas depois de um tempo o relacionamento esfria, né? Não adianta reinventar muita coisa, já há muitos vícios, muitos ruídos no meio. Então parti para a segunda opção. A minha primeira atitude foi pedir a ajuda de um amigo de RH para reformular meu currículo. A segunda foi comunicar! Comuniquei a todos amigos de empresas interessantes que estava em busca de um novo desafio. A terceira foi aparecer. Fui a alguns eventos, conversei, conheci pessoas diferentes, enviei muitos currículos. Fiquei de olho em todas as listas de emprego e mandei milhares de curriculos. Fiz vários processos seletivos. Encarei os momentos de desânimo, quando a gente acha que não vai ser capaz de conseguir nada, quando a gente até acredita que não é lá essas coisas... mas depois passa. O que importa é insistir.
Ocorreu um fato fundamental nesse meu processo. Fui fazer um teste de personalidade com uma empresa que queria me vender esse tipo de teste e fui cobaia para ver como era o esquema. Ao final tive uma entrevista com uma psicologa e ela se mostrou muito preocupada comigo. Quase se esqueceu de vender o tal teste. Ela disse que a minha tristeza vazava no teste e me perguntou o que estava acontecendo. Eu contei. Ela me disse que era o perfil do desânimo que eu estava levando comigo. Que ela podia ver que aquela não era eu, mas que era assim que eu estava me mostrando aos outros e que, talvez, esse fosse o motivo de eu não ir bem nas entrevistas que andava fazendo. Foi um balde de água fria, e eu acordei! Decidi que não ia mais me mostrar desanimada, que mostraria quem eu realmente sou, o meu potencial profissional. A esntrevista seguinte que fui, fui confiante. E consegui. foi um longo processo - durou 5 meses - e tive medo de não conseguir, claro! Mas a minha mudança de postura fez toda a diferença. Depois que consegui, claro, liguei para a psicóloga. Afinal, sem ela eu não teria me percebido.
Comigo foi assim: muita insistência e um pouco de conselhos para melhorar minha postura. Boa sorte pra vc!

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Admirável mundo novo

Posted by Flor de Lotus on 12:38

Queridos esquizofrênicos

Estou mudada! Claro que ianda estou em lua de mel com meu novo emprego, mas puxa, quanta diferença! Esse post é um conselho para os insatisfeitos: MUDEM! Não tenham medo, saiam da inércia.
Nada é perfeito, isso a gente sabe. Mas por vezes podemos encontrar um lugar onde sentimos uma sensação de pertencimento que é fantástica. É como se, finalmente, eu tivesse encontrado o meu lugar. Talvez por isso, com menos aborrecimento e mais trabalho, tenho escrito pouco. Mas logo, logo volto a observar as esquizofrenias e a contar para vocês. É como começo de namoro, a gente se isola um pouco e se dedica de corpo e alma ao novo amor, mas depois, aos poucos, vai voltando ao mundo real. Aguardem...

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Ainda sobre roubos e furtos

Posted by Flor de Lotus on 15:01

É, meu caro Watson... roubar ideias não é nada perto de roubar cérebros. É incrível como o mundo anda esquizofrênico, né? Eu aqui, me sinto uma bobinha falando de ideias roubadas quando vem alguém e me pergunta se não é pior roubar cérebros. De fato em alguns lugares tentam fazer isso conosco. E da forma mais cruel possível: tentando nos fazer sentirmos incapazes. Jogando com a nossa auto estima. É um jogo feio e covarde de pessoas que se sentem incomodadas, afetadas conosco. São inseguras e tentam nos fazer acreditar que não temos competência para nada. Se o assédio moral for muito pesado, acabamos acreditando e quando nos damos conta: puft! roubaram nosso cerebro. Não temos mais confiança em nós mesmos, não nos achamos capazes. E os ladrões riem de nós, pois conseguiram nos colocar que nem eles. Um horror.
Atenção aos ladrões de cérebros - que em geral começam roubando ideias mesmo ou apenas humilhando quem está à sua volta, só pra se exercitar. O jeito é fazer um outro joguinho com eles. É se fingir de bobo, apresnetar idéias somente com testemunhas e ficar lá com cara de trouxa pra que o ladrão se desinteresse!
Boa sorte para nós, portadores de cérebros interessantes!

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Precisamos ter cérebro?

Posted by Flor de Lotus on 13:05

Você já sentiu que era melhor não ter cérebro no seu trabalho? É como se fosse melhor para sua equipe que você não pensasse, não questionasse.

Questionamentos podem doer. Tudo depende de como se fala e da disposição de quem ouve para receber uma crítica. Mas às vezes você questiona com cuidado e respeito e parece que ninguém quer ouvir.

Por vezes as pessoas estão tão imersas em suas questões que elas ficam cegas. Não conseguem perceber soluções novas e reagem como surdos quando vemos (e falamos) algo que elas não viram. Até porque, se pensar já dá trabalho, imagina executar! Às vezes até nos ouvem, mas nos respondem com: “olha, sua idéia até que é boa, mas vai dar muito trabalho para implementar” Ou ainda: “ essa idéia é excelente!” e simplesmente ela via para o arquivo permanente (a trituradora de papel).

Tem também os que não suportam que você tenha uma idéia melhor que a deles. Aí a coisa fica feira, porque você dá a idéia, eles rejeitam, e tempos depois aparecem com a sua idéia como se fosse deles e a implementam. É de matar, não é?

É duro não desanimar com tudo isso ocorrendo constantemente. Cabe um conselho? Procure testemunhas no caso dos ladrões de idéias ou alguém que realmente te escute (mesmo que seja em outro emprego). Ser ouvido é muito bom, a gente se sente capaz, valorizado. E, cá entre nós, eu adoro o meu cérebro e gosto de usá-lo. Nada de deixá-lo num potinho com formol em casa antes de ir pro trabalho! Acho que ele fica melhor produzindo idéias do que como objeto de decoração da caixa craniana!!!

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Daqui pra frente...

Posted by Flor de Lotus on 12:50

Emprego novo dá um friozinho na barriga, né? A gente quer mudar, se sente preparado para os novos desafios, mas teme o desconhecido. Essa saída da zona de conforto (o que já conhecemos, conhecemos os códigos e sabemos como funciona) para um mundo novo traz também vantagens.

Você vai me dizer: “claro, se não trouxesse vantagens a gente não mudaria”. Concordo. Mas além das vantagens óbvias, como desafios profissionais, possibilidade de crescimento na carreira, salário, benefícios e tantos outros, há um que pra mim é o maior de todos. Em um emprego novo nos permitimos sonhar. Vamos cheios de planos, de esperanças. Vamos acreditando que será melhor. Nossas baterias chegam lá carregadas e estamos cheios de disposição. Estamos experimentando, conhecendo. Estamos assumindo um compromisso de namoro após a paquera da seleção. E tudo é primeira vez de novo. Até que tudo se estabeleça, que se conheça o trabalho e as pessoas, podemos aproveitar as descobertas. E vamos decifrando códigos, conhecendo valores, construindo nosso mapa da mina. Se o desconhecido dá medo, traz também o prazer de desvendar os mistérios!

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